O mundo é, hoje, uma competição global, em que a produção vai aonde o baixo custo está. Ou o Brasil se ajusta aos custos mundiais ou sucumbirá a desemprego mais brutal que o atual e ao eterno papel de fornecedor, esgotável, de matéria prima. Em todo mundo-inclusive na França, o paraíso da vida paternalista do Estado- a legislação trabalhista está mudando, mesmo com governo socialista, porque estão ficando cada vez mais sem condições de disputar mercado. É uma realidade dura, mas real.
As empresas de médio e pequeno porte, maiores geradoras de emprego, não conseguem arcar com os custos trabalhistas e vão endividando-se e sendo englobadas pelos cartéis. Além disto, nossa mão de obra tem péssima, caótica, formação e toda vez que seleciona-se um funcionário- em qualquer nível- é preciso investir em treinamento e praticar uma verdadeira roleta russa de admite, testa, afasta, admite, até acertar, o que gera prejuízos na produtividade, na qualidade do serviço e enormes custos trabalhistas.
As mudanças nas leis trabalhistas, com flexibilização, terceirização, e outras alterações que modifiquem esta relação de trabalho estabelecida na Ditadura do Estado Novo, são absolutamente necessárias. Ou ficaremos condenados ao isolamento e a falta de trabalho.