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César Oliveira

O embromotion no julgamento de Dilma - Temer

César Oliveira - 04 de Abril de 2017 | 19h 26
O embromotion no julgamento de Dilma - Temer
O desfecho, hoje, do julgamento da chapa Dilma-Pinguela, no TSE, era mais previsível do que passar mal depois de comer manga com leite. Não foi à toa que o debate atingiu o onírico com o Relator desejando que não se fosse chegar a  Adão, Eva e a serpente sendo chamados para depor, embora a dupla possa ser acusada de fazer o que fizeram desde os tempos do Paraíso. O fiscal,  esclareço.
 
Não havia a menor chance de emplacar o relatório. Antes de ser dada a largada nesta corrida voltou-se ao recolhimento de provas e concessão de mais tempo para defesa. Contribuindo para o jogo de empurra decidiu-se que  a coisa só vai andar depois de Guido Mantega e o casal de delatados - João Santana e Monica Moura- concluírem sua delação publicitaria. Depois tem troca de Ministro e se o processo voltar a andar, o Ministro Napoleão- e cada país tem o Napoleão que merece- irá pedir vistas- ou perder de vista- ao processo. 
 
A queda do governo  Temer- a pinguela, segundo FHC- jogaria o Brasil em um limbo aterrador e conflituoso, o que lhe dá a chance de manter a pose de mal menor ficando por lá. A depender do TSE, nos manteremos no embromation até a próxima eleição ou dilúvio divino. Talvez, menos catastrófico.  


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