O mundo evoluiu tecnologicamente, cientificamente, culturalmente. Temos o menor índice de pobreza da história da humanidade, a maior expectativa de vida, chegamos as fronteiras do espaço, mas algo não mudou: o homem. Como diria meu ídolo Belchior, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos antepassados: ambiciosos, cruéis, imorais, violentos, cheios das pulsões freudianas. O que nos redime ou controla é a lei e a fé. A cultura, faz isso, mas apenas perifericamente. Por isto o mundo não é cor de rosa, não obedece regrinhas e discursos, nem respeitas as melhores intenções de ninguém. Há, homens sem lei, sem fé, ou com uma fé que prega a destruição do outro, como o islã, ou a mutilação. Ou tudo isto.
Acontece que homens sem lei ou fé equivocada, seja ideológica ou religiosa, chegam ao poder e para se manterem no domínio são capazes de qualquer coisa- matar, violentar, perseguir, exterminar, queimar, difamar, estuprar, envenenar com plutônio - ou o que for necessário, pouco importando quantas pessoas matem ou o que destruam pelo poder. O homo sapiens nunca foi uma espécie longe do genocídio dos adversários.
Indivíduos que atingiram este grau de amoralidade não respeitarão discursos, apelos, conselhos. Só serão apeados do poder por um poder mais forte. E enquanto o humano for o que é não poderemos abrir mão de forças que os reprimam.
Oremos que seja os EUA a força repressora - com todos os seus pecados- e que gente deste tipo nunca chegue a um arsenal nuclear. Ou nada poderá ser feito.