A greve foi maior do que gostaria o governo federal, mas muito menor do que tentam fazer crer os organizadores e simpatizantes. Como em todo movimento organizados por Sindicatos há um temor de violência que inibe as pessoas a saírem de casa para trabalhar ou manterem o comércio aberto. Evidente que a adesão de professores e motoristas inviabilizando o deslocamento traz a impressão de uma participação que não é real. O fechamento dos bancos- vítima natural destes grupos- contribuiu para a redução do movimento.
Aqui em Feira, um pequeno grupo fechou a BR 324 e outros fizeram uma caminhada, mas longe dos milhares desfilando como afirmam os organizadores. Em verdade, ficou muito aquém da lotação que a Praça da Prefeitura viu no impeachment. Com a ausência dos ônibus e o receio do quebra-quebra, vários estabelecimentos fecharam, mas muitas escolas particulares funcionaram- minhas sobrinhas tiveram aula normalmente-, com segurança reforçada.
Chamar os que participaram de vagabundos é reducionismo primário, pois, todos têm o direito de protestar e evidente que havia trabalhadores legitimamente preocupados com a perda de direitos, mas havia, também, grande participação dos Sindicatos ameaçados de perderam a boquinha industrial do imposto sindical obrigatório.
Houve violência, coação- sempre atribuída convenientemente a infiltrados- e, em Goiás, um policial agiu selvagemente contra um estudante golpeando-o na cabeça com um cassetete em ato bárbaro.
Enfim, a greve geral mostrou que há trabalhadores preocupados sim, mas ficou muito longe da dimensão que querem lhe dar.