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César Oliveira

O carlismo vai às urnas

28 de Fevereiro de 2022 | 18h 55
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O carlismo vai às urnas
Foto: Manu Dias/GOVBA

O martelo já está batido, restando, à base, o choro regulamentar, já que a decisão teve o aval de Lula, caudliho do PT, que concordou com a mudança na chapa do partido para concorrer ao governo: Wagner vai continuar na "entrada do céu", o Senado, enquanto Otto Alencar irá encarar a disputa do Executivo contra ACM Neto.

Rui Costa começou o "furdunço", ao meter o pé na porta, por não querer ficar contando caroço de areia na praia, depois de comandar o estado por oito anos. Assim, o resto teve de ser acomodado.

Com isso, a Bahia ficará entregue a João Leão, a partir de Abril, com a renúncia de Rui. O choro dos demais partidos e atores – inclusive de Lídice da Mata, sempre preterida – causará algum rebuliço, mas nada que mude a obediência ao que já foi decidido.

Sem dúvida que é uma chapa com nomes consistentes, fortes, com capilaridade, mas que terá de enfrentar o desgaste do longo tempo do PT na Bahia; os resultados precários, em algum setores, como Segurança e Educação; e o afastamento de Secretários envolvidos em denúncias e investigações policiais.

O PT abre mão da cabeça de chapa em nome da candidatura de Lula, mas, certamente, será estranho ver o partido fazendo esforços por Otto, quando, no passado, o ameaçava com a CPI da EBAL, antes de sua adesão.

Outro aspecto interessante será a volta do carlismo na disputa pelo cargo de governador, afinal, Otto foi criado e formado por ACM avô e fez carreira sob sua bênção.

Ao mudar para o adversário, Otto mais levou o carlismo para o PT do que incorporou o petismo. Ele irá enfrentar ACM Neto, que vem de uma boa gestão na Prefeitura de Salvador, resgatando a cidade, que andava destruída por seus trágicos antecessores. O velho e o novo carlismo irão às urnas em lados diferentes do ringue, mas reunidos em um mesmo berço. A Bahia caminha em círculos.



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