Depois que os caciques Jacques Wagner e Otto Alencar
recusaram a candidatura a governador para chamar de sua, o PT teve de apelar
para nomes de menor projeção política no partido, ainda que, tecnicamente, com
excelente formação.
O escolhido foi o Secretário de Educação do Estado, Jerônimo
Rodrigues, que ocupa o cargo há pouco tempo e não pode ser responsabilizado
pelos resultados desastrosos do setor na Bahia.
O fato é que o estado ocupa as piores colocações do Brasil,
tanto no ensino médio quanto no básico, uma tragédia que custará caro ao futuro
da Bahia e que, certamente, será apontado, pelos adversários, durante a
campanha.
Petistas comparam a campanha de Jerônimo à de Rui Costa, que
começou com baixos percentuais nas pesquisas. Mas o desgaste do partido e as condições
são muito diferentes.
O sucesso de Jerônimo, que começou perdendo Leão – e o PP –,
estará totalmente dependente de Lula. Caso se cumpra o que é falado em várias
fontes políticas do país – que o PT estaria abrindo mão do governo para que ACM
Neto mantivesse o apoio a Lula e impedisse a União de fechar acordo com Sérgio
Moro (o que será negado por todos, é claro) –, ficará difícil a luta para
Jerônimo, ainda que o tenham escolhido para herói do sertão.