O presidente precisa parar com essa tentativa de desacreditar as instituições que ele não consegue aparelhar – como fez trocando delegados da PF em série, e colocando a PGR menor com Aras, o pequeno- e como tenta fazer com o STF e TSE ( aonde não conseguiu o controle). O que não exime o STF de seus pecados absurdos, nem o TSE de ser absolutamente transparente e não ensimesmado.
A retórica recheada de palavrões para atacar o sistema eleitoral, ameaça de golpe, é um abuso, um diversionismo de intolerância, que tenta incutir na parte fanática de sua plateia de extremistas um clima de beligerância, caso perca a eleição no voto. É, já, muito claro, o “ efeito Trump” em caso de derrota, nessa parcela de cidadãos cada vez mais armados, e mesmo em parcela das forças militares sujeitos por facilidades da própria formação a ações físicas.
Exigir fiscalização é extremamente salutar; criar clima de golpe e ameaças é um imenso desserviço. É não ter ideia e
responsabilidade sobre o que pode causar- aliás, quem foi expulso do Exército
por planejar um ataque com bomba em quartéis e sistema de abastecimento de agua
deve ter uma ideia muito particular sobre isso. Bolsonaro precisa se concentrar
em nos dar resposta sobre a inflação, o gás, o combustível, os juros, a fome, e
tantas outras questões, porque se assim fizer sequer precisará se preocupar com
urnas porque a eleição estará ganha.
A absurda volta
de Lula, ex-condenado e apontado pela Lava-Jato e delatores como gestor do maior projeto de corrupção da história desse
país- um governo com propinas na casa dos bilhões, segundo Obama- só
acontece pela devassidão moral e cúmplice que permeia os tribunais superiores
que fingem não terem sido devolvidos R$7 bilhões só a Petrobrás, mas não obriga,
pela repulsa que sentimos, a tolerarmos um país que se apequena em uma retórica
golpista de quartel. Há um limite muito claro entre crítica, cobrança e ameaça.
Essas veladas
ameaças de golpismo de Bolsonaro já encheram o saco!