Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição
22 de Julho de 2022 | 16h 19
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Ficou antológico um discurso da bizarra ex-presidente do Brasil, Dilma Roussef, em que dizia: nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição. Ao que parece, mudaram os candidatos ao cargo, mas o diabo não se aposenta, afinal, se Alckmin é capaz de rastezar e lamber no prato em que tanto cuspiu por um lugar de vice-presidente de Lula, todos podem manter sua parceria com o capiroto.
Agora mesmo, o presidente Bolsonaro, articulou uma desastrosa reunião com Embaixadores dos países estrangeiros para atacar o sistema eleitoral do país que ele preside e pelo qual tanto ele, quanto seu principal adversário, já foram eleitos. E fez isso sem apresentar nenhuma prova concreta, nenhuma apuração objetiva, nenhum fato documentado ao longo dos anos em que o sistema eletrônico de votação funcionou.
Exigir mais transparência do TSE, mais observadores eleitorais, é saudável e necessário, mas ultrapassar esse limite utilizando o Ministro da Defesa, ou Embaixadores estrangeiros, é inaceitável e desmoralizante para o país. Não bastasse isso ainda produz um descrédito que só causa malefícios à nossa democracia. A famigerada reunião não gerou impacto positivo no exterior e nos deixou com ar de chanchada e de ação cujo objetivo final nem é a reunião em si, mas o jogo de cena que ela encobre se for necessário.