Ainda não conheço o Centro de Convenções, inaugurado essa
semana, exceto externamente, mas pelos relatos e imagens reconheço uma obra
monumental. O governador Jerônimo, que
de forma determinada assumiu essa obra e investiu R$56 milhões merece o crédito e os parabéns por essa
necessária intervenção.
Feito o reconhecimento, queremos saber qual será a política
de utilização desse equipamento, visto que será gerido através de uma parceria
público-privada, conforme anunciado. Evidente que partilho da necessidade que
seja administrado dessa forma de modo que possa garantir agilidade comercial e uma
sobrevida independente-até certo ponto- do estado, evitando os resultados pouco
animadores do Centro de Cultura Amélio Amorim.
É necessário, no entanto, que essas diretrizes funcionais
fiquem claras, para que possamos ter a certeza que produtores e artistas feirenses
que nem sempre dispõem de recursos de alto valor para investimento, possam utilizar,
como contrapartida, esse equipamento.
Espero, também, que o estado defina qual será sua política
de intervenção cultural em Feira que seja diferente das ações em eventos
festivos, como no passado. Dessa forma, espero que o secretário Bruno Monteiro- a
exemplo do que aconteceu em Salvador com o secretário municipal Pedro Tourinho-
possa se reunir com o futuro titular da pasta local, para que ambos possam
trabalhar para a implantação de uma política cultural para Feira que seja
inovadora, revolucionária, sustentável e continuada, mudando o paradigma da escassez
cultural que vivemos.