Sou radicalmente contra o inchaço
da máquina, já por demais loteada, ocupada em grande parte por gente sem mérito
e que não tem apresentado resultados efetivos para a administração do governo
Lula. A lista é gigante e vai de Marina Silva a Juscelino, useiro e vezeiro em
matérias escandalosas.
No entanto, diante da barbárie
que estamos vivendo, da total falta de controle do estado diante da violência,
da omissão, passividade, imobilização, com que assiste a expansão do crime
organizado e as tragédias e ameaças do cotidiano do brasileiro eu mudo minha
opinião e proponho a criação do Ministério da Segurança, desmembrado do insípido,
inodoro e incolor Ministério da Justiça.
Nós precisamos de um ministro da Segurança que tenha experiência e conhecimento e que se dedique de forma permanente na busca de soluções para nossa explosão da criminalidade. O brasileiro está apavorado, refém, cansado desse cotidiano de leniência jurídica e inoperância no combate ao crime. Durante 2024 nenhuma intervenção signficativa foi feita, ao contrário, o que se viu foi uma tentativa de dificultar o uso de armas por policiais como se fosse essa a causa da violência.
Jovens estão sendo executados por
cortes de cabelo e sinais manuais que são confundidos com sinais de facções que
se espalham por todo país. Outros são mortos por ter pisado no pé de um
traficante durante uma partida de futebol.
A violência alastra-se e o
ministro da Justiça atual não tem expertise para o combate, carisma para
liderança, força para criar opções.
Estamos vivendo um estado de
emergência. A criação do Ministério da Segurança nos trará, ao menos, um foco
de ação permanente e uma entidade que podemos cobrar as intervenções que
desejamos.