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  • Feira de Santana, quinta, 12 de fevereiro de 2026

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SMT reconhece falhas na sinalização de trânsito, mas vai manter empresa até fim do contrato

VALDOMIRO SILVA - 12 de Fevereiro de 2026 | 16h 13
SMT reconhece falhas na sinalização de trânsito, mas vai manter empresa até fim do contrato
Foto: Ascom/Câmara Feira de Santana

O problema da péssima sinalização de trânsito em Feira de Santana ganhou nos últimos dias uma grande repercussão. O articulista da Tribuna, César Oliveira, levantou a questão, o assunto chegou à Câmara de Vereadores e, agora, o titular da Superintendência Municipal de Trânsito, Ricardo Cunha, anuncia medidas, aparentemente frágeis, para tentar melhorar a qualidade do serviço, executado por uma empresa mineira denominada Sitran.

Preocupado com a "sinalização precária das ruas de Feira, que causa risco e estresse", o viajado jornalista e médico  disse que o problema atinge até mesmo as principais ruas do centro, de maior movimento. "Faixas de pedestres absurdamente apagadas, cruzamentos sem ordenação visual, ruas sem nenhuma sinalização", vê o diretor deste portal. A sensação transmitida ao feirense, segundo ele, é de "forte descuido e desorganização", uma crítica direta à autarquia SMT.

A empresa contratada pelo Município é responsável pela implantação, manutenção e revitalização da sinalização horizontal e vertical de trânsito na cidade, fornecendo mão-de-obra e equipamento.  As queixas de César Oliveira ecoaram  na Câmara. O vereador Luiz da Feira foi quem primeiro se pronunciou. Pastor Valdemir disse hoje que a Prefeitura deve, com urgência, providenciar o "encerramento" (certamente ele quis dizer suspensão) do contrato e abertura de nova licitação.

Para Jorge Oliveira, falta "maior rigor na fiscalização". O líder governista José Carneiro afirmou ter conhecimento das reclamações. E o presidente do Legislativo, Marcos Lima, disse que o problema é grave e o "o próprio superintendente admite que o serviço não atende às demandas". 

Em breve entrevista a este jornalista, o superintendente da SMT disse reconhecer as deficiências da sinalização de trânsito no município. Ele responsabiliza a Sitran, pelos problemas, mas não pretende rescindir unilateralmente o contrato, que se encerra em junho deste ano. 

Ricardo Cunha justifica que uma rescisão agora implicaria em chamar a segunda colocada no processo licitatório, por um custo maior que o atual, e ainda haveria a possibilidade de enfrentar recursos judiciais, com risco de recursos administrativos e judiciais causarem a completa paralisação dos serviços. Ele registrou nos últimos dias uma segunda notificação à empresa, comunicando as falhas e exigindo o cumprimento do contrato. Não lavrou multas, no entanto, sob a alegação de que não existe dano econômico.

Ele acredita que os responsáveis pela Sitran farão as correções necessárias, ou "não haverá nenhuma possibilidade de renovar o contrato por mais 60 meses, como a legislação permite". Assim, os feirenses vão precisar esperar pelo término do vínculo, para que a SMT possa licitar uma outra empresa e realizar um melhor  serviço de sinalização do trânsito.

O dinâmico superintendente precisa mesmo endurecer a fiscalização ao trabalho desta empresa de Minas Gerais. O fato de não penalizar no bolso indica que pouca coisa deve mudar na qualidade do serviço. Certos empresários não conhecem outra resposta que não seja o rompimento do contrato ou a perda de receita, punição mais que justa a quem não cumpre com a sua responsabilidade.

O contribuinte paga caro e tem direito a uma sinalização digna. Feira de Santana é uma metrópole, não uma cidade qualquer. Quando uma empresa ou instituição "esculhamba" no cumprimento de suas obrigações o Município tem que ter mecanismos para afastar a prestadora do serviço e contratar uma outra, mesmo que emergencialmente. 

Há algo de errado no ar e o prefeito José Ronaldo, que não é de tolerar este tipo de coisa e contra quem respingam as inúmeras reclamações do povo, deve tomar par da situação, enquanto algo de pior não acontece e a porta tenha que ser fechada depois de alguma tragédia anunciada.




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