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César Oliveira

O risco do vazio da autoridade

19 de Fevereiro de 2016 | 09h 40
O risco do vazio da autoridade

Toda vez que há um vazio de autoridade - qualquer autoridade-,  um vácuo,  existe uma tendência a que outra pessoa ou grupo ocupe este espaço, e o ocupa, não para resgatar a autoridade segundo os padrões de comportamento ou lei já estabelecidas, mas sob os seus próprios padrões, que, modo geral, lhe são convenientes e oportunos, ainda que não o seja para o resto da população. 

A omissão da Europa em tomar posição diante dos muçulmanos por conta da sensação de culpa ancestral e do manipulador discurso do multiculturalismo; a omissão, antes de Joaquim Barbosa e Moro, da Justiça brasileira em punir os corruptos, são exemplos.

Na Europa, França em especial, o preço está sendo cobrado em vidas e temor. No Brasil, a ausência do exercício do poder limitador, da lei, especialmente do STF, permitiu aos partidos brasileiros, sem exceção, construírem este modelo de devassidão administrativa e política que mais que desviar recursos destrói o conjunto da sociedade e, muitas vezes, a deixa refém.

O exercício da autoridade e o cumprimento do que dela se espera é o que pode nos salvar. Seja na criação dos filhos ou no exercício da Presidência.



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