Avançaram as negociações da prefeitura de Feira de Santana com os professores em greve, com o governo apresentando proposta de reajuste de 11,36%, parcelado em duas vezes. A primeira parte, de 5,36%, retroativa a janeiro, data-base da categoria. A segunda, mais 6%, a ser paga a partir de julho.
Os professores vão acompanhar na manhã de hoje na Câmara a votação do projeto que concede reserva da carga horária para planejamento, e à tarde, fazem assembleia, para decidir sobre a proposta apresentada pelo governo ontem, em reunião que começou 4 da tarde e se prolongou até a noite, com a presença do prefeito José Ronaldo e secretários da Fazenda, Educação, Administração e Comunicação, além do presidente da Câmara, Ronny, do líder do governo, José Carneiro e do vereador Alberto Nery (PT).
CARGA HORÁRIA
A APLB também se queixou na manhã de ontem na Câmara que o projeto apresentado pela prefeitura para reserva de carga horária foi diferente do que ficou combinado.
Segundo o sindicato, na reunião de ontem, ficou decidido que "a lei terá um parágrafo adicional que tratará da previsão orçamentária para o ano de 2017".
O governo alega que pela lei, não pode criar despesa para o próximo mandato. A reserva de carga horária vai criar, porque implica na contratação de centenas de professores. A solução acordada é que o Legislativo vai incluir a despesa no próximo ano, fazenda emenda ao orçamento, que a prefeitura envia para votação no final do ano. "Houve um compromisso dos vereadores, que quando encaminharmos, eles estarão discutindo a maneira e vão colocar uma proposta de emenda para garantir o que foi acertado para 2017", disse o prefeito José Ronaldo.
A proposta da secretaria de educação é fazer a reserva da carga horária inicialmente 2 e 4 horas este ano (beneficiando professores de 20 e 40 horas respectivamente); mais 2 horas e 4 horas (no primeiro semestre do próximo ano) e finalmente 3 e 6 horas (no segundo semestre de 2017).
No total, os professores terão reservadas 7 horas (aqueles que atuam com carga horária de 20 horas semanais) e 14 horas (40 horas semanais).
Neste período, os educadores devem se dedicar a outras atividades como planejamento das aulas.