Há um equívoco, segundo analistas locais, em uma estimativa feita por um articulista de Salvador, em seu veículo de comunicação, sobre a votação mínima suficiente, no pleito deste ano, para garantir vaga na Assembleia Legislativa. Segundo estes experientes avaliadores, não faz sentido afirmar que os eleitos com a melhor classificação vão atingir 100 mil votos e os últimos a se elegerem precisarão alcançar pelo menos 70 mil votos.
As opiniões obtidas pela coluna indicam que teremos uma mudança no cenário eleitoral este ano. As federações que foram firmadas e o ostracismo a que estão relegadas diversas legendas, pejorativamente denominadas no meio político de "nanicas", modificam bastante o quadro. Estes partidos pequenos, por exemplo, terão bem menos chances de eleger alguém, em relação a pleitos anteriores.
Assim, 100 mil votos é conta para candidato a deputado federal. Um postulante a cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia que tenha recebido 70 mil votos deverá estar com sua vaga assegurada e entre os primeiros colocados. A perspectiva, por exemplo, para a federação União Brasil/Progressistas, de acordo com estes especialistas locais, é de eleição para aquele candidato que atingir entre 35 e 45 mil votos.
Persistente em seu sonho de chegar à Assembleia, o vereador Lulinha já obteve mais de 14 mil votos, em tentativa anterior. Ele está otimista de que, agora, consiga ultrapassar a casa dos 35 mil e, assim, se posicionar entre os eleitos. Prestígio entre as principais lideranças não lhe falta. Em encontro realizado recentemente para lançar sua pré-candidatura, que reuniu em torno de mil pessoas, lá estavam ACM Neto e Zé Cocá, candidatos a governador e vice pelo seu grupo, o prefeito Zé Ronaldo, os candidatos ao Senado João Roma e Ângelo Coronel, o presidente do União na Bahia, deputado federal Jairo Azzi e várias outras importantes lideranças regionais.