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Glauco Wanderley

MPF do Paraná diz que deputados do PP recebiam de R$ 30 a R$ 300 mil mensais roubados da Petrobrás

Glauco Wanderley - 31 de Março de 2017 | 10h 36
MPF do Paraná diz que deputados do PP recebiam de R$ 30 a R$ 300 mil mensais roubados da Petrobrás
Em sentido horário, da esquerda para a direita: Mário Negromonte, Mário Negromonte Júnior, Roberto Britto e João Leão

 

Quanto vale um deputado do PP, incluídos aí quatro baianos, inclusive o que hoje é vice-governador? Pelo menos no esquema de propinas da Diretoria de Abastecimento da Petrobrás, algo entre R$ 30 e R$ 150 mil mensais, se não fizer parte da cúpula do partido. Já na cúpula, a mesada subia para somas entre R$ 250 mil e R$ 300 mil (a diferença ocorre porque a arrecadação varia de um mês para outro). 

As acusações constam em delações premiadas de investigados na operação Lava Jato e estão na ação civil pública por ato de improbidade administrativa divulgada ontem pelo Ministério Público Federal no Paraná, na qual se pede o ressarcimento, pelo partido, do valor de R$ 2,3 bilhões ao cofres públicos. 

Entre os baianos, o grupo de beneficiários inclui o ex-deputado e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios, Mário Negromonte, o seu filho deputado Mário Negromonte Júnior, o deputado Roberto Britto e o vice-governador João Leão. Com a ressalva de que o nome deste último está citado no texto da ação mas não foi incluído entre os denunciados. Leão entretanto entrou na lista de denunciados pelo procurador Rodrigo Janot encaminhada ao STF em 2015. Dois anos depois, dos muitos políticos citados ali, apenas cinco viraram réus até hoje. O caso dos outros está parado. João Leão já esteve na Polícia Federal prestando depoimento e trata seu caso como assunto encerrado.

Segundo delação do doleiro Alberto Youssef, citada na ação do MPF-PR, os “políticos do grupo hegemônico em virtude de sua posição de destaque na cúpula partidária, ordinariamente recebiam os valores individuais mais altos, que variavam de R$ 250 mil a R$ 300 mil mensais, ou até mesmo em importâncias mais elevadas, de acordo com a arrecadação de propina do mês”.

O doleiro apontou ainda que “os demais políticos da agremiação na Câmara dos Deputados, com poucas exceções na bancada, também participavam do esquema e recebiam sua parte na distribuição das propinas, porém em valores menores, que variavam de R$ 30 mil a R$ 150 mil por mês”. Entre outros o doleiro citou João Leão, que era deputado antes de vice-governador e Roberto Pereira Britto. 

Já o deputado filho de Negromonte foi incluído na ação como “alguém que contribuiu para atos de improbidade de seu pai, recebendo o repasse de propinas disfarçadas de doação eleitoral oficial”.



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