Os primeiros lotes da vacina Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 deixaram a fábrica da empresa, em Portage, Michigan, nos Estados Unidos, na manhã deste domingo (13), para dar início à campanha de vacinação de milhões de norte-americanos e tentar frear o avanço da doença que tornou o país o primeiro do ranking em número de mortes.
De acordo com o Uol, as doses foram embaladas em caixas com gelo seco, a fim de manter a temperatura abaixo de 70 graus Celsius negativos, condição necessária para conservar o imunizante, e acondicionadas em caminhões, com destino a centenas de centros de distribuição, nos 50 estados do país.
O jornal The New York Times informou que os trabalhadores aplaudiram quando o primeiro veículo saiu da fábrica. Funcionários dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) visitaram o local, para vistoriar a preparação das cargas e garantir que fossem transportadas em condições seguras.
O supervisor da operação logística, general Gus Perna, comparou o momento ao “Dia D” da Segunda Guerra Mundial, que marcou uma mudança nos rumos do conflito bélico. “Estou absolutamente seguro, 100%, de que distribuiremos de forma segura esta mercadoria apreciada, esta vacina, necessária para derrotar o inimigo Covid”, declarou o militar.
Nos Estados Unidos, as infecções dispararam novamente. Nos últimos cinco dias, o país registrou 1,1 milhão novos casos confirmados, uma média de 300 mil vítimas a cada 24 horas.
O general Gus Perna disse que a vacina será enviada a centenas de estabelecimentos, incluindo hospitais e centros especializados, entre segunda (14) e quarta-feira (16). A primeira fase da campanha prevê a imunização de quase 3 milhões de pessoas. Conforme o Uol, as autoridades sanitárias federais recomendaram que os profissionais da saúde e os idosos que moram em casas de repouso sejam os primeiros a receber a vacina. No entanto, a decisão final ficará a cargo de cada estado.
No primeiro mês, diz o site, a pretensão é imunizar 20 milhões de pessoas. O país foi o sexto a aprovar a vacina Pfizer/BioNTech, depois do Reino Unido, Canadá, Bahrein, Arábia Saudita e México. A vacinação no México, país que faz fronteira com os Estados Unidos, deve começar no fim de dezembro, com um primeiro lote de 250 mil doses. O imunizante será aplicado em duas etapas, beneficiando 125 mil pessoas.
O Uol lembra que a vacina da Pfizer/BioNTech utiliza uma tecnologia baseada no RNA mensageiro e começou a ser desenvolvida há 11 meses. O imunizante mostrou eficácia de 95%, nos testes clínicos, realizados com 44 mil pessoas. Até o momento, não há evidências de efeitos colaterais graves, mas a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) desaconselhou a vacinação em pacientes com histórico de “reações alérgicas graves” aos componentes da vacina ou a imunizantes similares. A recomendação veio após dois casos de reação grave reportados no Reino Unido, esta semana.
Outras duas vacinas registraram problemas, nos últimos dias, segundo o portal de notícias. O laboratório francês Sanofi e a farmacêutica britânica GSK recuaram, após resultados abaixo do esperado, nos primeiros testes clínicos. As companhias anunciaram que a vacina produzida por elas só deve ficar pronta no fim de 2021. A Austrália também abandonou os testes de uma vacina própria, após um registro falso positivo para HIV, o vírus da Aids, entre os voluntários. Ambos os casos representam um duro revés, no momento em que mais é necessário pôr fim à pandemia que já matou mais de 1,6 milhão de pessoas, no mundo.