A 13ª parcela do Bolsa Família não será creditada para os beneficiários, em 2020. Esta é mais uma promessa de campanha não cumprida pelo chefe do Executivo. E Jair Bolsonaro jogou a responsabilidade no colo do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Em 2019, a parcela extra do benefício só foi paga por meio de uma Medida Provisória (MP). Na ocasião, durante a tramitação no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), relator da matéria, propôs que a parcela extra fosse estabelecida para todos os anos consecutivos.
No entanto, na noite de ontem (17), durante uma transmissão via internet, Bolsonaro disse aos seus seguidores que destinassem as reclamações a Maia. “Você está reclamando do 13º do Bolsa Família, que não teve. Sabia que não teve este ano? Foi promessa minha? Foi. Foi pago no ano passado? Mas o presidente da Câmara deixou caducar a MP. Vai cobrar de mim? Cobra do presidente da Câmara, que o Supremo agora não deu o direito de ele disputar a reeleição. Cobra dele”, ironizou.
Rodrigo Maia rebateu a afirmação do presidente. O deputado disse que o chefe de estado faltou com a verdade e que a Medida Provisória caiu a pedido do governo. “Nunca imaginei que Bolsonaro fosse mentiroso. Foi pedido do governo, mas tem um projeto do deputado Darci de Matos (PSD-SC) criando o 13º. Posso votar amanhã, se ele quiser”, declarou à Folha de S. Paulo.
De acordo com o site Bahia.ba, a MP não foi votada por causa de uma articulação do próprio governo, que previa um impacto de R$ 8 bilhões aos cofres públicos, em função da concessão do benefício.