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  • Feira de Santana, s�bado, 20 de junho de 2026

Justiça

Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida pela PM, no Distrito Federal

20 de Junho de 2026 | 09h 10

Ex-presidente será ouvido em casa

Moraes autoriza depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida pela PM, no Distrito Federal
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta sexta-feira (19), o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a arma de fogo de sua propriedade apreendida por policiais militares do Distrito Federal. O artefato estava em posse de um de seus seguranças e foi arrestado durante blitz. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Moraes determinou a oitiva em atendimento a um pedido de autorização feito pelo delegado Thiago Boing, responsável pelo inquérito. Marcado para a próxima terça-feira (23), às 15h, o depoimento do ex-presidente será presencial, na residência onde ele cumpre prisão domiciliar.

Na última quinta-feira (18), o delegado informou ao STF que tentou intimar Bolsonaro, mas acabou sendo impedido pela equipe de segurança do ex-presidente. Em sua decisão, Moraes deu prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro informe se agentes que fazem a segurança pessoal do ex-presidente são dispensados no período noturno.

Apreensão A pistola, uma Glock 9 milímetros, foi apreendida, juntamente com um carregador sobressalente, às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado, por agentes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), em um ponto de bloqueio montado no Pistão Norte, em Taguatinga, na região administrativa do DF.

Durante a abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e afirmou que a arma pertencia a Bolsonaro.

O motorista foi, então, conduzido até uma delegacia da Polícia Civil, onde declarou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele contou, ainda, que retirou a pistola no mesmo dia da apreensão, com a finalidade de realizar um reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

Na quinta-feira, a defesa do ex-presidente reconheceu que seu cliente é, de fato, o proprietário da arma e que o artefato foi deixado com o segurança, a fim de ser levado para para conserto. Os advogados destacaram, ainda, que Bolsonaro não está proibido de manter armas em casa.



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