Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, segunda, 15 de junho de 2026

Saúde

Governo indiano veta exportação de vacina e frustra planos da Fiocruz

04 de Janeiro de 2021 | 16h 42
Governo indiano veta exportação de vacina e frustra planos da Fiocruz
Foto: Gareth Fuller/PA Wire/Pool via Reuters

A Índia não autorizará a exportação das doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca que produzirá em seu território, pelo menos nos próximos meses. Foi o que declarou, neste domingo (3), Adar Poonawalla, CEO do Serum Institute of India, empresa responsável pela fabricação do imunizante, no país. A instituição foi contratada para produzir 1 bilhão de doses da vacina para países em desenvolvimento.

A Agência Nacional de Vigilância sanitária (Anvisa) aprovou a importação de 2 milhões de doses do fármaco, que é a principal aposta do governo brasileiro para a imunização contra o novo coronavírus. Ainda não se sabe de que forma a decisão do governo indiano impactará o Brasil.

De acordo com o portal R7, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tenta reverter o veto, a fim de conseguir comprar o imunizante indiano. O laboratório brasileiro articula a importação dos 2 milhões de doses prontas, o que permitiria ao Brasil antecipar o calendário de imunização para janeiro.

Ontem, a vacina de Oxford recebeu, do órgão regulador indiano, autorização para uso emergencial. No entanto, a condição imposta foi de que o Instituto Serum não exportasse as doses. A decisão visa que o país consiga garantir a vacinação das populações mais vulneráveis.

Conforme Poonawalla, a determinação também impede a comercialização do imunizante no mercado privado. Ele enfatizou que a medida também tem por finalidade evitar o encarecimento da vacina. Por isso, nesse momento, justificou que o Instituto só pode fornecer o imunizante ao governo indiano.

O resultado disso, segundo o R7, é que a exportação de vacinas para a Covax – iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) que visa garantir acesso equitativo aos imunizantes contra a Covid-19 – só deve começar em março ou abril.

PUBLICIDADE – De acordo com o site, com as nações ricas reservando a maior parte do que será fabricado este ano, o Instituto Serum, que é o maior produtor de vacinas do mundo, provavelmente, será o principal distribuidor do imunizante para as nações em desenvolvimento.

Adar Poonawalla afirmou que a instituição está em processo para assinar um contrato com a Covax para produzir entre 300 milhões e 400 milhões de doses, o que deve ocorrer nas próximas semanas. Segundo o R7, isso vai além dos dois pedidos já existentes, de 100 milhões de doses cada, para a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxforod/AstraZeneca e para a Novavax.

O CEO enfatizou ainda que as primeiras 100 milhões de doses foram vendidas, ao governo indiano, por US$ 2,74 a unidade, mas que, nos próximos contratos, os preços deverão ser elevados. A vacina será comercializada, no mercado privado, por US$ 13,68 a dose.

A entrega do primeiro lote deve ocorrer entre sete e dez dias, após a conclusão do contrato com o governo da Índia. Conforme o site, a companhia planeja fornecer de 200 milhões a 300 milhões de doses à Covax até dezembro de 2021. “Não conseguimos vacinar a todos agora. Nós temos que priorizar”, afirmou Poonawalla.

O Instituto Serum também está negociando um acordo bilateral com outros países, a exemplo de Bangladesh, Arábia Saudita e Marrocos. “Para que pelos menos os Estados mais vulneráveis de nosso país ou em outras partes de outros países sejam atendidos”, disse o CEO, salientando que acredita que haverá uma escassez de vacinas contra o novo coronavírus, no próximo ano.



Saúde LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

charge

As mais lidas hoje