Cientistas russos concluíram que a vacina Sputnik V, antígeno contra a Covid-19, tem eficácia de 97,6% no "mundo real". A avaliação envolveu 3,8 milhões de pessoas. De acordo com a Agência Brasil, o anúncio foi feito pelo Instituto de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, situado em Moscou, e o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF), nesta segunda-feira (19). Segundo especialistas, o estudo no "mundo real" é mais amplo e apresenta evidência científica mais clara e confiável para mudança no padrão de tratamento.
Mais alto que a taxa de 91,6% destacada em resultados de um estudo em grande escala com a Sputnik V, publicado na revista médica The Lancet, no início de 2021, o novo percentual de eficácia é favorável em comparação com dados sobre a eficiência de outras vacinas contra o novo coronavírus.
Conforme a Agência Brasil, os novos dados correspondem a 3,8 milhões de russos que receberam tanto a primeira dose quanto uma dose de reforço, como parte do programa nacional de vacinação com a Sputnik V. Kirill Dmitriev, diretor do fundo soberano RDIF, que está apoiando o desenvolvimento do imunizante, enfatizou que "esses dados confirmam que a Sputnik V tem uma das melhores taxas de proteção contra o coronavírus entre todas as vacinas disponíveis".
Por meio de nota, ele ressaltou que a incidência de infecções foi calculada a partir do trigésimo quinto dia após a primeira aplicação, mostrando uma taxa de incidência de 0,027%. Segundo o documento, a incidência de infecção entre adultos não vacinados, durante um período considerável após o lançamento do programa de vacinação em massa na Rússia, foi de 1,1%, mas não especifica o intervalo de datas utilizado.
No mês que vem, os novos dados serão publicados em uma revista médica. Eles foram reunidos a partir de uma base de informações mantida pelo Ministério da Saúde da Rússia e que registra pessoas vacinadas, assim como de uma base de dados de pessoas infectadas pela Covid-19 no país, diz o comunicado.