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Saúde

Anvisa conclui que morte de adolescente em SP não teve relação com vacina anticovid

21 de Setembro de 2021 | 11h 55
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Anvisa conclui que morte de adolescente em SP não teve relação com vacina anticovid
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu, na noite desta segunda-feira (20), que a adolescente de 16 anos que foi a óbito sete dias após tomar a vacina da Pfizer/BioNTech não teve associação com a imunização.

Segundo a Agência Brasil, representantes do órgão regulador consideraram os dados recebidos do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, que negam a relação entre a morte da menina, ocorrida no dia 2 de setembro, e sua vacinação contra Covid-19, "consistentes e bem documentados".

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo atestou, na última sexta-feira (17), que a causa provável da morte da adolescente está ligada ao diagnóstico da doença autoimune denominada Púrpura Trombótica Trombocitopênica (PPT).

Realizada por mais de 70 profissionais, a análise identificou a enfermidade com base no quadro clínico e em exames complementares. Participaram da investigação especialistas em Hematologia, Cardiologia, Infectologia, além de profissionais atuantes nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) do estado.

Por meio de nota, a Anvisa disse que "o relatório de investigação elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo foi recebido pela agência, na noite deste domingo, 19 de setembro, contendo detalhes de todo o processo de avaliação que concluiu não ser possível atribuir diretamente o óbito à vacinação".

Agora, o órgão notificará a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as investigações, para avaliação quanto a qualquer possível sinal de segurança. A Anvisa também afirmou manter sua posição acerca dos benefícios das vacinas e de sua importância no combate à pandemia. "Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus risco para todas as vacinas autorizadas no Brasil, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos", assegurou.



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