Por meio de uma portaria conjunta, realizada por quatro
ministérios, o governo do Brasil dispensou a exigência de apresentação de teste
negativo de Covid-19, à companhia aérea, como requisito para entrada no país de
brasileiros e estrangeiros imunizados.
O documento foi assinado pelos ministros da Casa Civil, Ciro
Nogueira; da Justiça, Anderson Torres; da Saúde, Marcelo Queiroga; e da
Infraestrutura, Marcelo Sampaio. De acordo com a medida,
publicada, na noite desta sexta-feira (1º), no Diário Oficial da União, apenas
será exigida a apresentação do comprovante do esquema de vacinação completo,
impresso ou eletrônico, emitido, pelo menos, 14 dias antes do embarque.
Segundo o G1 Brasília, a Casa Civil informou que também deixa
de ser necessário o preenchimento da Declaração de Saúde do Viajante (DSV). No
entanto, um teste de antígeno ou laboratorial RT-PCR com resultado negativo e
realizado um dia antes do embarque será exigido de brasileiros e estrangeiros
que não tenham o esquema vacinal completo, o que requer, pelo menos duas, doses
aplicadas de imunizantes aprovados pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ou por autoridades
do país em que o viajante foi imunizado.
Ainda conforme a portaria interministerial, não será mais
obrigatório o cumprimento de quarentena para não vacinados. As regras são
válidas, também, para quem entrar no Brasil por via marítima ou terrestre. A Casa
Civil destacou que, no caso de acesso por via terrestre, o comprovante de
vacinação para brasileiros residentes no Brasil que não estejam completamente
vacinados não será cobrado.
O QUE DIZ A Anvisa – Conforme o G1, a recomendação de revisão das normas
para entrada de viajantes no Brasil havia sido feita pela Anvisa através de nota
técnica emitida no dia 23 de março. O órgão indicou que as medidas fossem
adotadas, preferencialmente, a partir de 1º de maio. O Governo Federal,
entretanto, já determinou a vigência das normas.
A agência reguladora disse que a recomendação foi motivada
pela ampliação da cobertura vacinal no país e a tendência de redução de novos
casos e de óbitos pela doença. O documento diz, todavia, que é necessário
investimento na vigilância em pontos de entrada de portos, aeroportos e
passagens de fronteiras terrestres,a fim
de evitar o risco de ingresso de novas variantes no país.
A Anvisa declarou que ainda há “questões em aberto” em
relação às medidas sanitárias de combate à Covid-19. Um exemplo é a duração da
proteção vacinal e as possibilidades e consequências de reinfecção. “Além,
disso, pode existir a possibilidade da sazonalidade do surto, com impacto ainda
longo e necessidade de adaptação”, adverte a nota emitida pelo órgão.
As recomendações da nota técnica podem ser revistas, segundo
a Anvisa, se houver “mudanças no cenário epidemiológico ou diante da necessidade
de adoção de medidas sanitárias em fronteiras para salvaguardar a saúde da
população”.