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Saúde

Brasil registra 28 casos suspeitos de hepatite de causa desconhecida

12 de Maio de 2022 | 10h 52
Brasil registra 28 casos suspeitos de hepatite de causa desconhecida
Foto: iStock

O Ministério da Saúde informou, nesta quarta-feira (11), que monitora 28 casos suspeitos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida. Até o momento, há registro de duas ocorrências Espírito Santo, quatro em Minas Gerais, três no Paraná, duas em Pernambuco, sete no Rio de Janeiro, duas em Santa Catarina e oito em São Paulo.

Segundo a Agência Brasil, por meio de nota, a pasta comunicou que órgãos competentes estão atentos a mudanças no perfil epidemiológico. “Os casos seguem em investigação. Os centros de informações estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) e a Rede Nacional de Vigilância Hospitalar (Renaveh) monitoram qualquer alteração do perfil epidemiológico, bem como casos suspeitos da doença”, diz o documento.

Além disso, o Ministério da Saúde vem orientando os profissionais a notificarem, às autoridades sanitárias, em caráter imediato, qualquer suspeita da doença. A hepatite misteriosa está acometendo crianças em, pelo menos, 20 países.

Uma das principais características do quadro clínico é a severidade com a qual a enfermidade se apresenta. Para se ter uma ideia da gravidade, em cerca de 10% dos casos, foi necessário realizar o transplante de fígado. Outra coisa que chama a atenção é a não relação direta com os vírus conhecidos que causam hepatite.

Conforme a Agência Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reportou que, até o último dia 29 de abril, foram registrados mais de 200 casos no mundo, sendo 163 somente no Reino Unido. Também houve ocorrências na Espanha, Israel, Estados Unidos, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Itália, Noruega, França, Romênia, Bélgica e Argentina.

A doença tem atingido, principalmente, crianças na faixa etária de um mês a 16 anos. Até então, um óbito foi relatado. No dia 23 de abril, a OMS emitiu um comunicado, enfatizando não haver relação entre a doença e as vacinas contra a Covid-19. “As hipóteses relacionadas aos efeitos colaterais das vacinas Covid-19 não têm sustentação, pois a grande maioria das crianças afetadas não recebeu a vacinação contra a Covid-19”, observou a entidade.

Também em abril, a Agência Nacional de Saúde do Reino Unido atestou que não há evidências de qualquer ligação da doença com a vacina contra o novo coronavírus. “A maioria das crianças afetadas tem menos de 5 anos, jovens demais para receber a vacina”, frisou o órgão regulador.

Quanto aos sintomas, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas e no Caribe, observou que os pacientes que apresentaram este tipo de hepatite aguda manifestaram, principalmente, quadros relacionados a problemas gastrointestinais, como dor abdominal, diarreia e vômitos. Também houve ocorrência de icterícia, condição eu deixa a pele e a parte branca dos olhos amareladas. Os pacientes não apresentaram febre.

Para tratar os enfermos, as equipes médica têm buscado o alívio dos sintomas e a estabilização do quadro clínico, para manutenção dos sinais vitais, nos casos de maior gravidade. De acordo com as autoridades sanitárias, ainda é necessário aprimorar as recomendações de tratamento, mas isto só será possível quando a origem da infecção for determinada.

De momento, diz a Agência Brasil, o principal conselho dos órgãos de saúde é que pais e responsáveis fiquem ficar atentos a sintomas gástricos e sinais de icterícia, procurando atendimento médico imediatamente, caso ocorram.



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