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Saúde

Mais de 100 mil atendimentos foram realizados nas UPAs e Policlínicas de FSA, em 2022, diz Prefeitura

12 de Maio de 2022 | 13h 18
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Mais de 100 mil atendimentos foram realizados nas UPAs e Policlínicas de FSA, em 2022, diz Prefeitura
Foto: Jorge Magalhães/PMFS

Em Feira de Santana, as sete policlínicas municipais oferecem atendimentos de urgência e emergência a crianças e adultos. Duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também disponibilizam, além dos mencionados serviços, assistência médica de  média e alta complexidades, exceto politraumatismo. Conforme a Prefeitura, somente este ano, 100.836 atendimentos já foram realizados.

A coordenadora geral das policlínicas e UPAs da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Vera Lúcia Galindo, enfatizou que todas as unidades funcionam, ininterruptamente, 24 horas. No entanto, atualmente, a principal dificuldade é a transferência dos pacientes mais graves a hospitais, por meio do Sistema de Regulação do Governo do Estado.

De acordo com a gestora, os pacientes ficam, em média, de 4 a 35 dias nas policlínicas e Unidades de Pronto Atendimento, onde o serviço é restrito aos primeiros socorros e estabilização, até a transferência. Ela enfatizou que a demora sobrecarrega o sistema de saúde municipal, fazendo com que as unidades fiquem lotadas.

Vera Galindo lamenta que muitos pacientes evoluam a óbito sem alcançar a transferência. “Todos os esforços são feitos pela equipe de saúde, na tentativa de conseguir uma vaga. Exames de alta complexibilidade, laboratoriais ou de imagem são realizados para atualizar, de forma minuciosa, diariamente, os relatórios para a regulação, direcionando os casos de acordo com suas respectivas complexidades. Infelizmente, devido à espera exaustiva, muitos chegam a falecer sem conseguir a transferência”, afirmou.

Segundo a Prefeitura, atualmente, 30 pacientes aguardam por transferência para uma unidade hospitalar. Na policlínica de Humildes, por exemplo, um idoso de 71 anos, com quadro de hepatite viral crônica e pancreatite, espera há 28 dias. Já na UPA Mangabeira, uma idosa de 72 anos, hipertensa e diabética, espera por vaga, há 14 dias, para tratar uma pneumonia.



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