Em Feira de Santana, as sete policlínicas municipais oferecem
atendimentos de urgência e emergência a crianças e adultos. Duas Unidades de
Pronto Atendimento (UPAs) também disponibilizam, além dos mencionados serviços,
assistência médica de média e alta complexidades,
exceto politraumatismo. Conforme a Prefeitura, somente este ano, 100.836
atendimentos já foram realizados.
A coordenadora geral das policlínicas e UPAs da Secretaria
Municipal de Saúde (SMS), Vera Lúcia Galindo, enfatizou que todas as unidades
funcionam, ininterruptamente, 24 horas. No entanto, atualmente, a
principal dificuldade é a transferência dos pacientes mais graves a hospitais,
por meio do Sistema de Regulação do Governo do Estado.
De acordo com a gestora, os pacientes ficam, em média,
de 4 a 35 dias nas policlínicas e Unidades de Pronto Atendimento, onde o
serviço é restrito aos primeiros socorros e estabilização, até a transferência.
Ela enfatizou que a demora sobrecarrega o sistema de saúde municipal, fazendo
com que as unidades fiquem lotadas.
Vera Galindo lamenta que muitos pacientes evoluam a óbito sem
alcançar a transferência. “Todos os esforços são feitos pela equipe de saúde,
na tentativa de conseguir uma vaga. Exames de alta complexibilidade,
laboratoriais ou de imagem são realizados para atualizar, de forma minuciosa, diariamente,
os relatórios para a regulação, direcionando os casos de acordo com suas
respectivas complexidades. Infelizmente, devido à espera exaustiva, muitos
chegam a falecer sem conseguir a transferência”, afirmou.
Segundo a Prefeitura, atualmente, 30 pacientes aguardam por
transferência para uma unidade hospitalar. Na policlínica de Humildes, por exemplo,
um idoso de 71 anos, com quadro de hepatite viral crônica e pancreatite, espera
há 28 dias. Já na UPA Mangabeira, uma idosa de 72 anos, hipertensa e diabética,
espera por vaga, há 14 dias, para tratar uma pneumonia.