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Saúde

Para adiar entrada da varíola dos macacos no Brasil, Anvisa defende distanciamento físico e uso de máscaras em aeroportos

24 de Maio de 2022 | 12h 48
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Para adiar entrada da varíola dos macacos no Brasil, Anvisa defende distanciamento físico e uso de máscaras em aeroportos
Foto: Cynthia S. Goldsmith, Russell Regner/CDC via AP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou, por meio de nota, a adoção de medidas de proteção, individuais e coletivas, em aeroportos e aeronaves, na tentativa de adiar a entrada da varíola dos macacos no Brasil. Manter o distanciamento físico, sempre que possível; usar máscaras; e higienizar frequentemente as mãos estão entre as principais delas.

O órgão regulador entende que esta é a única forma de atrasar a chegada do vírus. “Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a Covid-19, mas também contra outras doenças”, diz o documento.

Infecção viral geralmente leve, a varíola dos macacos é endêmica em partes da África Ocidental e Central.  A doença se espalha, sobretudo, por meio do contato próximo. Até o início do atual surto, era pouco registrada em outras partes do mundo. A maioria dos casos recentes ocorre na Europa, principalmente na Inglaterra e na Espanha.

Nesta terça-feira (24), o Ministério da Saúde informou ao G1 que, ontem (23), instituiu “uma Sala de Situação para monitorar o cenário da varíola dos macacos (monkeypox) no país. “A medida, inicialmente, tem como objetivo elaborar um plano de ação para o rastreamento de casos suspeitos e na definição do diagnóstico clínico e laboratorial para a doença. Até o momento, não há notificação de casos suspeitos da doença no país”, explica a pasta.

O órgão enfatizou, ainda, que “encaminhou a todos os estados o Comunicado de Risco sobre a patologia, com orientações aos profissionais de saúde e informações disponíveis até o momento sobre a doença”.

 

Confira, a seguir, a íntegra da nota divulgada pela Anvisa:

“Considerando-se as formas de transmissão da varíola dos macacos, a Anvisa reforça a importância das medidas de proteção à saúde a serem adotadas em aeroportos e aeronaves, previstas na Resolução RDC nº 456/2020.

Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a Covid-19, mas também contra outras doenças.

Destaca-se que, nos termos da Lei nº 9.782, de 1999, compete à Anvisa a execução da vigilância epidemiológica em portos, aeroportos e fronteiras, devendo-se pautar por orientação técnica e normativa do Ministério da Saúde.

A Anvisa mantém-se alerta e vigilante quanto ao cenário epidemiológico nacional e internacional, acompanhando os dados disponíveis e a evolução da doença, a fim de que possa ajustar as medidas sanitárias oportunamente, caso seja necessário à proteção da saúde da população”.



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