A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) emitiu um
alerta, aos municípios, sobre os sintomas da varíola dos macacos. Até o
momento, nenhum caso da doença foi registrado em nível estadual.
De acordo com o G1 BA, apesar de ser transmitida pelos
primatas, a varíola dos macacos também pode ser propagada por outros tipos de
animais, a exemplo dos roedores. A doença provoca sintomas semelhantes aos da
varíola humana.
O infectologista Antônio Bandeira, que atua como técnico de
vigilância epidemiológica da Sesab, explicou que o principal indício da doença
é a formação de lesões purulentas na pele. “Basicamente, o que vai chamar
atenção é o indivíduo que viajou – ou vem de fora – e apresenta o que a gente
chama de lesões vesiculares pustulosas. Ela começa na cabeça, passa para o
tronco e depois tem uma distribuição centrífuga para os membros. É associada
sempre a febre, dor de cabeça, dor nas costas e no corpo. Mas o que vai
realmente chamar a atenção são essas feridas no corpo”, destacou.
O contágio pode ser evitado pelo uso de máscaras e pela
constante higiene das mãos, como no caso da Covid-19. Ao G1, o médico disse,
ainda, que a varíola dos macacos é altamente transmissível, podendo levar ao
óbito.
Ele salientou que o órgão vê com bastante preocupação a
propagação da doença. “A qualquer momento, pode acontecer um caso de varíola
dos macacos, até porque, no mundo, tem crescido muito e a Bahia é um destino
turístico muito forte. Pessoas de fora chegam aqui o tempo todo e temos, com os
países europeus, uma grande comunicação. Temos voos diretos, inclusive, para
Portugal e Espanha, e isso facilita muito”, advertiu.
Outros estados que emitiram alertas aos seus municípios
foram: Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. O foco de atenção
dos comunicados são os aeroportos.