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Saúde

Fiocruz aponta alta nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, em todo o Brasil

07 de Julho de 2022 | 10h 22
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Fiocruz aponta alta nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, em todo o Brasil
Foto: Marcelo Chello/CJPress/Estadão Conteúdo

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) estão aumentando, em todo o Brasil, tanto nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) quanto nas de curto prazo (últimas três semanas). A informação foi veiculada, nesta quarta-feira (6), no Boletim InfoGripe, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os indicativos de crescimento, de acordo com a Agência Brasil, aparecem em mais estados das regiões Norte e Nordeste, tendência que se iniciou mais tarde em relação aos estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Em contrapartida, alguns estados do Sudeste e Sul, como o Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, mantêm sinais de possível interrupção no aumento do número de casos, com formação de platô no mês de junho.

Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, enfatiza a instabilidade da situação no país. “Essa situação ainda está sem sinais claros de inversão para queda. No Paraná e no Rio Grande do Sul, por exemplo, observa-se tendência de retomada do crescimento em crianças, indicando que o cenário ainda é instável e exige cautela”, explicou.

Resultados laboratoriais por faixa etária seguem, conforme a Agência Brasil, apontando para amplo predomínio do vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, especialmente na população adulta.

Já nas crianças até 4 anos de idade, o aumento do número de casos de SRAG foi marcado por um crescimento nos casos positivos para Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e leve subida nos casos de rinovírus e metapneumovírus. Neste grupo, a presença de Sars-CoV-2 superou o volume de casos associados ao VSR, nas últimas quatro semanas.

No que diz respeito ao vírus influenza A, causador da gripe, observa-se que, embora não se destaque no dado nacional, mantém sinal de crescimento em diversas faixas etárias no Rio Grande do Sul.

A pesquisa indica, ainda, que 20 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a SE 26: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.

Os demais estados apresentam sinal de estabilidade ou queda na tendência de longo prazo. Todos os dados estão disponíveis na página da Fiocruz na internet.



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