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Saúde

Bahia não tem doses suficientes para vacinar crianças entre 3 e 5 anos contra Covid-19, diz Sesab

21 de Julho de 2022 | 09h 51
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Bahia não tem doses suficientes para vacinar crianças entre 3 e 5 anos contra Covid-19, diz Sesab
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Uma semana após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar a vacinação de crianças na faixa etária de 3 a 5 anos contra a Covid-19, a Bahia não dispõe de doses suficientes de CoronaVac, antígeno indicado para este público-alvo. Muitos municípios registram falta do fármaco.

De acordo com o G1 BA, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador informou que a procura pela vacina tem sido baixa. Desde a última segunda-feira (18), quando foi iniciada a imunização na capital baiana, apenas 1.275 crianças de 3 a 5 anos receberam as doses. O quantitativo está bem abaixo das expectativas, tendo em vista um universo de 94 mil crianças nessa faixa etária.

A imunização também já começou em Feira de Santana e em Camaçari. Em Juazeiro, no Norte do estado, apesar de a prefeitura anunciar a vacinação desse público-alvo em dois postos de saúde, a CoronaVac não estava sendo aplicada.

No Sudoeste da Bahia, em Vitória da Conquista, a administração do imunizante não foi iniciada, em função da falta de doses. Conforme o G1, por meio de nota, a Secretaria de Saúde local informou que aguarda o recebimento do antígeno para dar início à campanha e imunizar as cerca de 9 mil crianças residentes no município.

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) salientou que apenas 12,5% dos municípios baianos possuem vacinas suficientes para imunizar crianças entre 3 e 4 anos. A Bahia não recebe doses da CoronaVac desde fevereiro, quando foi feita a última remessa pelo Ministério da Saúde.

O problema é a de insumos para a fabricação do imunizante. Segundo o Instituto Butantan, onde a CoronaVac é elaborada no Brasil, o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) necessário à produção do antígeno ainda será importado. Ação, entretanto, depende da decisão do Ministério da Saúde, que precisa incorporar o fármaco ao Programa Nacional de Imunizações. Somente assim a vacina pode ser produzida e distribuída.

A pasta, por sua vez, enfatizou, por meio de uma nota técnica emitida na última terça-feira (19), que estados e municípios devem fazer a gestão dos imunizantes. A orientação visa garantir a segunda dose com um intervalo de 28 dias, até que os estoques sejam repostos.

Ainda segundo o G1, o Conselho Estadual de Saúde da Bahia afirmou que o Ministério da Saúde deve fazer um calendário para o envio de novas remessas o mais rápido possível, a fim de atender as crianças dessa faixa etária.



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