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Saúde

Anvisa cria Comitê Técnico de Emergência para Varíola dos Macacos

28 de Julho de 2022 | 11h 25
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Anvisa cria Comitê Técnico de Emergência para Varíola dos Macacos
Foto: Reuters/Eduardo Munoz

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou um Comitê Técnico da Emergência Monkeypox para que as áreas técnicas de pesquisa clínica, de registro, de boas práticas de fabricação, de farmacovigilância e de terapias avançadas atuem, em processo colaborativo, inclusive com os profissionais de saúde e com a comunidade científica, contra a disseminação da varíola dos macacos.

De acordo com a Agência Brasil, a expectativa é reunir as melhores experiências disponíveis nas autoridades reguladoras, permitindo acelerar o desenvolvimento e as ações que envolvam pesquisas clínicas e autorização de medicamentos e vacinas. “A equipe técnica atuará com orientações sobre protocolos de ensaios clínicos e discutindo com os desenvolvedores orientações sobre ensaios clínicos de medicamentos destinados a tratar, prevenir ou diagnosticar a doença causadora da emergência de saúde pública”, diz a agência reguladora. 

Conforme o órgão, “o objetivo dessas orientações para desenvolvedores, incluindo acadêmicos, é permitir a rápida aprovação e condução de testes bem projetados, para que possam fornecer dados robustos necessários para a tomada de decisões e evitar a duplicação de investigações”.

Doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox, a varíola dos macacos causa febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e inchaço dos linfonodos. Erupções cutâneas também são observadas na pele das pessoas contaminadas. Estas ulcerações, geralmente, se desenvolvem de um a três dias após o início da febre, aparecendo, inicialmente, no rosto e propagando-se para outras partes do corpo, incluindo mãos e pés. Em alguns casos, pode se agravar e levar o paciente a óbito, embora seja tipicamente mais suave do que a varíola comum, erradicada em 1980.

A varíola dos macacos é transmitida por vários animais selvagens, a exemplo dos primatas e dos roedores, mas o contágio também pode ocorrer pelo contato direto ou indireto com seres humanos infectados, especialmente na fase em que o doente apresenta lesões bolhosas e feridas. 

EMERGÊNCIA INTERNACIONAL – No último sábado (23), a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu seu alerta máximo, classificando a doença como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).

No Brasil, desde o início do surto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem monitorando os casos, orientando e implementando ações na área de portos, aeroportos e fronteiras. O órgão também vem emitindo notas técnicas, com a finalidade de nortear os serviços de saúde e de doação de sangue.



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