A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou um
Comitê Técnico da Emergência Monkeypox para que as áreas
técnicas de pesquisa clínica, de registro, de boas práticas de fabricação, de
farmacovigilância e de terapias avançadas atuem, em processo colaborativo,
inclusive com os profissionais de saúde e com a comunidade científica, contra a
disseminação da varíola dos macacos.
De acordo com a Agência Brasil, a expectativa é reunir as
melhores experiências disponíveis nas autoridades reguladoras, permitindo
acelerar o desenvolvimento e as ações que envolvam pesquisas clínicas e
autorização de medicamentos e vacinas. “A equipe técnica atuará com
orientações sobre protocolos de ensaios clínicos e discutindo com os
desenvolvedores orientações sobre ensaios clínicos de medicamentos destinados a
tratar, prevenir ou diagnosticar a doença causadora da emergência de saúde
pública”, diz a agência reguladora.
Conforme o órgão, “o objetivo dessas orientações para
desenvolvedores, incluindo acadêmicos, é permitir a rápida aprovação e condução
de testes bem projetados, para que possam fornecer dados robustos necessários
para a tomada de decisões e evitar a duplicação de investigações”.
Doença infecciosa causada pelo vírus Monkeypox, a varíola dos
macacos causa febre, dor de cabeça, dores musculares, exaustão e inchaço dos
linfonodos. Erupções cutâneas também são observadas na pele das pessoas
contaminadas. Estas ulcerações, geralmente, se desenvolvem de um a três dias
após o início da febre, aparecendo, inicialmente, no rosto e propagando-se para
outras partes do corpo, incluindo mãos e pés. Em alguns casos, pode se agravar
e levar o paciente a óbito, embora seja tipicamente mais suave do que a varíola
comum, erradicada em 1980.
A varíola dos macacos é transmitida por vários animais
selvagens, a exemplo dos primatas e dos roedores, mas o contágio também pode
ocorrer pelo contato direto ou indireto com seres humanos infectados,
especialmente na fase em que o doente apresenta lesões bolhosas e feridas.
EMERGÊNCIA INTERNACIONAL
– No último sábado (23),
a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu seu alerta máximo, classificando a
doença como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional
(ESPII).
No Brasil, desde o início do surto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem monitorando os casos, orientando e implementando ações na área de portos, aeroportos e fronteiras. O órgão também vem emitindo notas técnicas, com a finalidade de nortear os serviços de saúde e de doação de sangue.