Feira de Santana aderiu ao compromisso da Organização Mundial
de Saúde (OMS) de erradicar a hepatite B e C até 2030. Por isso, na última
quinta-feira (28), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promoveu ações de
prevenção e diagnóstico da doença.
O evento aconteceu no auditório do órgão. Na ocasião, foram
realizados 31 testes rápidos, todos com resultado negativo. Além disso, a
vacinação também foi realizada. A iniciativa fez parte da campanha Julho
Amarelo, ação instituída no Brasil pela Lei
nº 13.802/2019, que tem por finalidade reforçar as ações de vigilância,
prevenção e controle das hepatites virais.
Infecção que ataca, principalmente, o fígado, a doença pode desencadear
consequências graves, como cirrose, câncer e morte. A testagem, no entanto, é
bem simples e rápida. Basta uma picada, quase indolor, no dedo. A amostra de
sangue é submetida a um reagente capaz de detectar, ou não, a presença dos
vírus no organismo.
Segundo Vanessa Marinho, coordenadora do Centro de Referência
em Infecções Sexualmente Transmissíveis/HIV/AIDS de Feira de Santana, ações
estão sendo intensificadas, a fim de atingir o objetivo. “Estamos treinando os
profissionais, destacando a importância da notificação, para que ocorra o
tratamento e o acompanhamento adequado dos pacientes”, afirma.
Na avaliação da médica Sara Quezia Lopes, o preconceito ainda
é um grande agravante para as pessoas não buscarem tratamento. “Temos que
entender a dimensão do problema, para buscar a erradicação dessas doenças. Não
é apenas na relação sexual sem camisinha que acontece a transmissão. Até mesmo
frequentando a manicure, levando o próprio alicate, pode acontecer a
transmissão com o pincel do esmalte, se estiver contaminado. É preciso
desconstruir esse estigma de que o portador da doença é promíscuo, pois isso
dificulta o diagnóstico”, destaca.
No Município, a vacina contra as hepatites A (somente para crianças) e B são ofertadas, gratuitamente, nas unidades de saúde. No caso da hepatite C, ainda não há vacina. Testes rápidos para diagnóstico das hepatites B e C são ofertados no Centro de Saúde Especializada Dr. Leone Coelho Lêda (CSE). Mas o exame é descentralizado, sendo possível fazê-lo nas unidades de saúde.
Aproximadamente, 2 mil pacientes são acompanhados pelo Programa Municipal de Hepatites Virais, localizado no CSE. Os pacientes são cadastrados e têm acesso a acompanhamento e medicamentos.