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Saúde

Sesab confirma 3 novos casos de varíola dos macacos na Bahia

07 de Agosto de 2022 | 11h 52
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Sesab confirma 3 novos casos de varíola dos macacos na Bahia
Foto ilustração: Kelly Caminero/The Daily Beast/Getty/Shutterstock

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou, neste sábado (6), mais três casos de varíola dos macacos. Os pacientes são das cidades de Conceição do Jacuípe, Mutuípe e Salvador.

Até o momento, o estado registra 19 casos de infecção pelo monkeypox vírus: 13 em Salvador, dois em Santo Antônio de Jesus, um em Cairu, um em Conceição do Jacuípe, um em Ilhéus e um em Mutuípe.

De acordo com o g1 BA, a partir de amanhã (8), entra em ação o plano de combate à doença montado pela Prefeitura Municipal de Salvador (PMS). O esquema conta com 28 unidades básicas de referência, para atendimento e coleta laboratorial, e com uma rede de atenção formada por 16 unidades de urgência e emergência.

O primeiro caso de varíola dos macacos na Bahia foi confirmado em 13 de julho. Atualmente, o estado tem 98 casos suspeitos da doença.

A enfermidade se assemelha à varíola humana, mais perigosa, mas que está erradicada desde 1980. Os sintomas iniciais da varíola dos macacos são: febre, dor de cabeça, dor muscular, adenomegalia, calafrios e exaustão física.

A duração dos sinais clínicos vai de duas a quatro semanas e, geralmente, está dividida em dois períodos: invasão, que pode chegar a cinco dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa; e erupção cutânea, que começa de um a três dias após o surgimento da febre. As feridas na pele são muito parecidas com as causadas pela varicela e a sífilis. A diferença está na evolução uniforme das lesões.

TRANSMISSÃO – A doença viral é rara e transmitida, mais comumente, pelo contato próximo com pessoas infectada, sobretudo na fase bolhosa. A transmissão pode ocorrer por:

 

– contato com o vírus, por meio de animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos a partir de animais infectados. Não se sabe qual animal mantém o vírus, na natureza. Os roedores africanos são os principais suspeitos de transmissão da varíola aos seres humanos;

– contato direto com fluidos corporais humanos, a exemplo de sangue e pus, secreções respiratórias e feridas de uma pessoa infectada, durante o contato próximo ou íntimo, como durante o sexo, beijo, abraço ou toque em partes do corpo que apresentem lesões causadas pela doença. Não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou de fluidos vaginais;

– materiais contaminados, como roupas ou lençóis, tanto por fluidos corporais quanto por feridas.

 

A doença também pode se propagar da mãe para o feto, através da placenta; da mãe para o bebê, durante ou após o parto, pelo contato pele a pele; e por meio de ulcerações, lesões ou feridas na boca. Segundo as autoridades sanitárias, isto indica que o vírus ainda pode se espalhar via saliva.

Isolamento Pacientes acometidos pelo vírus ou com suspeita da doença precisam ficar em isolamento, em locais com boa ventilação natural. É recomendado que ambientes comuns, como banheiro e cozinha, permaneçam com as janelas abertas.

Máscaras cirúrgicas devem ser utilizadas, caso o doente more com outras pessoas, tomando o cuidado de ajustá-las bem ao rosto, cobrindo boca e nariz. Também é importante lavar as mãos constantemente, com água e sabão, secando-as com toalhas de papel, que devem ser imediata e adequadamente descartadas. A higienização das mãos também pode ser feita com álcool a 70%, quando não for possível lavá-las.

Em caso de suspeita da doença, é recomendado não compartilhar alimentos, objetos de uso pessoal, talheres, pratos, copos, toalhas e roupas de cama. Os itens só podem ser reutilizados após lavagem ou esterilização.



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