A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou, neste
sábado (6), mais três casos de varíola dos macacos. Os pacientes são das
cidades de Conceição do Jacuípe, Mutuípe e Salvador.
Até o momento, o estado registra 19 casos de infecção pelo monkeypox
vírus: 13 em Salvador, dois em Santo Antônio de Jesus, um em Cairu, um em
Conceição do Jacuípe, um em Ilhéus e um em Mutuípe.
De acordo com o g1 BA, a partir de amanhã (8), entra em ação
o plano de combate à doença montado pela Prefeitura Municipal de Salvador (PMS).
O esquema conta com 28 unidades básicas de referência, para atendimento e
coleta laboratorial, e com uma rede de atenção formada por 16 unidades de
urgência e emergência.
O primeiro caso de varíola dos macacos na Bahia foi confirmado
em 13 de julho. Atualmente, o estado tem 98 casos suspeitos da doença.
A enfermidade se assemelha à varíola humana, mais perigosa,
mas que está erradicada desde 1980. Os sintomas iniciais da varíola dos macacos
são: febre, dor de cabeça, dor muscular, adenomegalia, calafrios e exaustão
física.
A duração dos sinais clínicos vai de duas a quatro semanas e,
geralmente, está dividida em dois períodos: invasão, que pode chegar a cinco
dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa; e erupção
cutânea, que começa de um a três dias após o surgimento da febre. As feridas na
pele são muito parecidas com as causadas pela varicela e a sífilis. A diferença
está na evolução uniforme das lesões.
TRANSMISSÃO – A doença viral é rara e transmitida,
mais comumente, pelo contato próximo com pessoas infectada, sobretudo na fase bolhosa.
A transmissão pode ocorrer por:
– contato com o vírus, por meio de animal, pessoa ou
materiais infectados, incluindo mordidas e arranhões de animais, manuseio de
caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos a partir de animais infectados. Não
se sabe qual animal mantém o vírus, na natureza. Os roedores africanos são os
principais suspeitos de transmissão da varíola aos seres humanos;
– contato direto com fluidos corporais humanos, a exemplo de sangue
e pus, secreções respiratórias e feridas de uma pessoa infectada, durante o
contato próximo ou íntimo, como durante o sexo, beijo, abraço ou toque em
partes do corpo que apresentem lesões causadas pela doença. Não se sabe se a
varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou de fluidos vaginais;
– materiais contaminados, como roupas ou lençóis, tanto por fluidos
corporais quanto por feridas.
A doença também pode se propagar da mãe para o feto, através
da placenta; da mãe para o bebê, durante ou após o parto, pelo contato pele a
pele; e por meio de ulcerações, lesões ou feridas na boca. Segundo as
autoridades sanitárias, isto indica que o vírus ainda pode se espalhar via
saliva.
Isolamento
– Pacientes
acometidos pelo vírus ou com suspeita da doença precisam ficar em isolamento,
em locais com boa ventilação natural. É recomendado que ambientes comuns, como
banheiro e cozinha, permaneçam com as janelas abertas.
Máscaras cirúrgicas devem ser utilizadas, caso o doente more
com outras pessoas, tomando o cuidado de ajustá-las bem ao rosto, cobrindo boca
e nariz. Também é importante lavar as mãos constantemente, com água e sabão,
secando-as com toalhas de papel, que devem ser imediata e adequadamente
descartadas. A higienização das mãos também pode ser feita com álcool a 70%, quando
não for possível lavá-las.
Em caso de suspeita da doença, é recomendado não compartilhar
alimentos, objetos de uso pessoal, talheres, pratos, copos, toalhas e roupas de
cama. Os itens só podem ser reutilizados após lavagem ou esterilização.