O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) começou a fornecer, nesta segunda-feira (8), o medicamento biológico adalimumabe biossimilar ao Sistema Único de Saúde (SUS). O biofármaco é utilizado para tratar oito doenças, na rede pública. O centro de pesquisa calcula que 60 mil pacientes dependem desse medicamento.
De acordo com a Agência Brasil, Bio-Manguinhos informou que o
adalimumabe é o produto com o maior número de indicações e de pacientes vivendo
com doenças reumatológicas e doença de Crohn, simultaneamente. O remédio é prescrito
em casos de artrite reumatoide, espondilite anquilosante, artrite psoriásica,
psoríase, doença de Crohn, hidradenite supurativa, uveíte e artrite idiopática
juvenil.
Até então importado, o medicamento passará a ser produzido
integralmente no Brasil. Isto será possível porque o Bio-Manguinhos vai atuar
em conjunto com o laboratório alemão Fresenius Kabi, que detém a tecnologia, e
com o laboratório privado nacional Bionovis. A estimativa é que mais de 500 mil
seringas do medicamento sejam disponibilizadas ao SUS já no primeiro ano do
fornecimento.
O adalimumabe, diz a Agência Brasil, é o quinto produto da
cesta de tratamentos para reumatologia no portfólio de Bio-Manguinhos. O
instituto também produz, para a mesma finalidade, o infliximabe, o etanercepte,
o golimumabe e o rituximabe. Além disso, o biofármaco é o segundo na lista de
tratamento de doenças inflamatórias intestinais, após o infliximabe.