Em Feira de Santana, 52 pacientes estão internados em
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais, aguardando transferência
para uma unidade hospitalar.
Na policlínica do Parque Ipê, três pacientes esperam por
regulação. Há 19 dias na unidade, J. R. M., de 63 anos, precisa ser transferido
para uma unidade hospitalar, a fim de realizar tratamento de doença renal
crônica. O paciente L. de J. G., de 49 anos, enfrenta uma espera de 20 dias.
Ele precisa tratar um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Já a paciente E. A. da S. C., de 46 anos, aguarda por
regulação há cinco dias. Ela está com pielonefrite, inflamação provocada pela
ação de bactérias nos rins e nos ureteres, ductos pelos quais a urina chega até
a bexiga.
Outros 16 pacientes estão na UPA Queimadinha; 11 na UPA
Mangabeira; sete na Policlínica do Feira X; cinco na policlínica do Tomba;
cinco na policlínica do George Américo; dois na policlínica de Humildes; dois
na policlínica da Rua Nova; e um na policlínica de São José.
REGULAÇÃO ESTADUAL – O Sistema de Regulação Estadual é uma
ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas em unidades públicas
hospitalares, conforme critério de gravidade, e não de proximidade. Com isto,
espera-se a democratização do acesso.
Para ser transferido, o paciente atendido em uma unidade de
urgência e emergência municipal é avaliado e submetido a exames laboratoriais
ou de imagem, de acordo com as condições clínicas. Comprovada a necessidade de
assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no
sistema, para que o paciente tenha a assistência adequada.
O problema, segundo a Prefeitura de Feira de Santana, é que a
demora, além de sobrecarregar o sistema de saúde municipal, fazendo com que as
unidades fiquem lotadas, expõe, também, os pacientes a riscos, principalmente
de não conseguir tratar a tempo doenças mais graves.