Entre janeiro e agosto de 2022, as sete policlínicas e as
duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Feira de Santana realizaram 1.881.626
atendimentos, dentre os quais, serviços ambulatoriais, procedimentos,
atendimentos médicos de urgência e emergência, além de exames e consultas.
De acordo com a Prefeitura, os números apontam que a taxa de
resolutividade se mantém positiva, podendo ser um dos fatores que contribui
para a procura da população pelos serviços. “Este ano, apenas 1,2% dos
casos atendidos foram transferidos, um total de 1.145 pessoas, ou seja, quase
100% dos casos são resolvidos nas próprias unidades”, destaca o Município.
A coordenadora geral das Policlínicas e UPAs da Secretaria
Municipal de Saúde (SMS), Vera Lúcia Galindo, destaca a importância dos postos
de saúde para a população. “Esses equipamentos são essenciais para a garantia
de direitos à saúde da população. Por isso a equipe está alinhada e empenhada
em oferecer o melhor atendimento ao paciente, de forma célere e humanizada”,
assegura.
Na avaliação da gestora, apesar do alto índice de
resolutividade de casos, a transferência de pacientes, por meio do Sistema
de Regulação do Governo do Estado, é a maior dificuldade enfrentada pelas
unidades. “A média de tempo que o paciente fica na unidade, aguardando
regulação, é de 4 a 35 dias, o que sobrecarrega o sistema de saúde do Município
e superlota as unidades. Infelizmente, perdemos pacientes, nessa espera
exaustiva, mesmo com todos os esforços da equipe, que realiza os exames
necessários para atualizar, diariamente, os relatórios para a Regulação”, lamenta.
Em Feira de Santana, as sete policlínicas e as duas UPAs
funcionam 24 horas, oferecendo desde atendimentos ambulatoriais até serviços de
urgência e emergência para crianças e adultos. Nas UPAs, além destes serviços,
é possível ter assistência de média e alta complexidade, destinada a casos
leves e graves, exceto politraumatismo.
SAÚDE NA ZONA RURAL – Nos distritos, as policlínicas de São José e Humildes
oferecem o mesmo perfil de atendimento, com exceção do ambulatorial. Além
destas, está em fase de construção a Unidade de Pronto Atendimento do distrito
de Humildes, com 25% das obras concluídas. A nova UPA é classificada como porte
I e vai oferecer serviços semelhantes à da Mangabeira, com capacidade de atendimento
médio estimada em 135 pacientes por dia.
O equipamento tem mais de 1.050 metros quadrados e vai dispor
de 12 leitos, sendo três de observação infantil, um de isolamento, duas salas
vermelhas, três de observação feminina e outros três masculinos. E poderá oferecer
em torno de 400 atendimentos mensais de observação de urgência e emergência,
além de exames laboratoriais (capacidade mensal de 3,1 mil) e de imagem, como
Raio-X (capacidade mensal de 500) e eletrocardiograma, contribuindo para agilizar
o tratamento e o diagnóstico dos pacientes.