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Saúde

Em Feira, 51 pacientes precisam de internação hospitalar, mas seguem na fila da Regulação; maioria com histórico de AVC

15 de Setembro de 2022 | 12h 19
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Em Feira, 51 pacientes precisam de internação hospitalar, mas seguem na fila da Regulação; maioria com histórico de AVC
Foto: Jorge Magalhães/PMFS

Em Feira de Santana, até esta quinta-feira (15), 51 pessoas estão na fila da Regulação, aguardando transferência para uma unidade hospitalar. As vagas são disponibilizadas pelo sistema do Governo do Estado. Os pacientes estão distribuídos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas municipais.

Na UPA da Mangabeira, um paciente de 56 anos espera, há 15 dias, para tratar um aneurisma. O problema exige internação hospitalar. Já na policlínica do George Américo, uma idosa de 66 anos aguarda pela Regulação, há 17 dias. Ela necessita receber tratamento adequado para um edema pulmonar. A doença, que se caracteriza pelo acúmulo de líquido nos pulmões, é grave.

A coordenadora geral das policlínicas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Vera Lúcia Galindo, diz que a maioria dos pacientes que estão na fila da Regulação estadual possui histórico de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ela enfatiza que há, ainda, outros casos graves. “Estamos com um paciente, há 19 dias, aguardando transferência, com histórico de derrame pleural. Precisa de um cirurgião torácico. Não é um procedimento que pode ser feito em UPA ou Policlínica, tem que ser num hospital”, destacou.

Do total de internados, 15 pacientes estão na UPA Queimadinha; 10 na UPA Mangabeira; e outros 26 encontram-se distribuídos nas Policlínicas do Feira X (5), George Américo (4), Humildes (1), Tomba (4), Rua Nova (5) e Parque Ipê (07).

CRITÉRIO DE TRANSFERÊNCIA – O encaminhamento de pacientes a hospitais públicos da rede estadual depende, exclusivamente, do Sistema de Regulação, ferramenta do Governo do Estado que disponibiliza vagas conforme critério de gravidade, e não proximidade. Com isso, o Estado visa democratização do acesso.

Para ser regulado, o paciente atendido em uma unidade de urgência e emergência municipal precisa ser avaliado e submetido a exames laboratoriais ou de imagem, de acordo com as condições clínicas. Se comprovada a necessidade de assistência hospitalar, os profissionais da unidade solicitam a regulação no sistema para que o paciente tenha a assistência adequada.



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