A Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS) vai
promover a vacinação contra a poliomielite nas escolas da Rede Municipal de Ensino.
A expectativa é imunizar os estudantes das 123 unidades escolares que ofertam
Educação Infantil (2 a 5 anos). Ao todo, 11,4 mil alunos fazem parte do
público-alvo. A iniciativa será posta em prática por meio das secretarias de
Educação e de Saúde.
Para que as crianças sejam imunizadas contra a doença, que é
grave e pode desencadear a paralisia infantil, as famílias devem autorizar aplicação
da dose e enviar os cartões de vacinação no dia da ação. Os diretores vão
entrar em contato com os pais, a fim de passar maiores informações. O
planejamento será organizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Segundo Prefeitura, cada escola vai receber as equipes dos
programas Saúde na Escola e Saúde da Família, que atendem as respectivas áreas
das unidades escolares, para vacinar os estudantes.
O objetivo da força-tarefa é atingir a meta de vacinação do
Ministério da Saúde e imunizar 95% das crianças de até 5 anos. Em Feira de
Santana, até a última sexta-feira (23), apenas 41% da meta havia sido
alcançada.
A paralisia infantil é uma doença grave e incurável, que deixa
sequelas motoras, como crescimento desigual dos membros inferiores, atrofia
muscular, paralisia das pernas e dos músculos do rosto.
Conforme as autoridades sanitárias, o único meio de prevenção
é a vacina. “Esperamos vacinar todas as crianças nesta faixa etária e cumprir a
meta do Ministério da Saúde. Pedimos que os pais que colaborem com o movimento
e permitam que vacinemos seus filhos. Vacinar é um ato de amor e cuidado”, observa
a técnica de imunização da Atenção Primária à Saúde/SMS, Natalya Duarte.
A diretora do Departamento de Ensino da Secretaria Municipal
de Educação (Seduc), professora Marta da Graça, destaca o trabalho
intersetorial das pastas, com a finalidade de alcançar êxito na campanha de
vacinação contra a pólio. “Essa parceria vai alcançar muito mais pessoas. Precisamos
trabalhar juntos para nos prevenir desta doença, que não tem cura, mas pode ser
combatida com a vacina. As escolas municipais estão de portas abertas para colaborar
com essa estratégia tão importante”, frisa.