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Saúde

Brasil não atinge meta de vacinação contra a poliomielite; campanha termina nesta sexta-feira (30)

29 de Setembro de 2022 | 12h 29
Brasil não atinge meta de vacinação contra a poliomielite; campanha termina nesta sexta-feira (30)
Foto: Reprodução

A um dia do término da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite, prorrogada até esta sexta-feira (30), o Brasil está longe de atingir a meta ideal para se evitar o retorno da doença. Pelo menos 95% da população infantil menor de 5 anos precisaria ser imunizada. Mas, de acordo com dados do Ministério da Saúde, apenas 54% do público-alvo foi vacinado, até a última quarta-feira (28), o que equivale à aplicação de apenas 6.273.472 doses do antígeno.

A baixa adesão à campanha foi registrada em todo o território nacional. Segundo o portal de notícias g1, nenhuma unidade federativa alcançou o nível de cobertura vacinal recomendado. Os estados com os maiores índices foram: Paraíba (86,82%), Amapá (82,85%), Alagoas (74,65%), Santa Catarina (73,05%) e Ceará (69,41%). Entre os que menos vacinaram estão: Roraima (23,17%), Acre (24,49%), Rio de Janeiro (30,59%), Distrito Federal (33,09%) e Pará (38,20).

No recorte por região, o Sul ocupa o topo, com 64,62%. Depois, o Nordeste (61,72%), o Sudeste (50,32%), o Centro-Oeste (44,69%) e, em último lugar, o Norte (43,22%). A campanha nacional contra a pólio tem por objetivo alcançar crianças menores de 5 anos ainda não vacinadas com as primeiras doses do imunizante, que deve ser aplicado aos 2, 4 e 6 meses de idade, via injeção intramuscular). Também busca incentivar a aplicação das doses de reforço, que precisam ser administradas aos 15 meses e aos quatro anos de idade.

Somente a imunização massiva pode seguir mantendo a população a salvo da paralisia infantil, causada pelo ataque do poliovírus selvagem. O Brasil tem certificado de erradicação da doença desde 1994, mas a baixa cobertura vacinal registrada nos últimos anos vem preocupando a comunidade científica. A última vez que o país ultrapassou a meta ideal de imunização foi em 2015.

Conforme o g1, na semana passada, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu um alerta, afirmando que o Brasil corre um risco muito alto de reintrodução da pólio em seu território, o que ameaçaria, também, os países vizinhos.

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, declarou emergência, no mês passado, após o vírus causador da pólio ser detectado em amostras de esgoto locais. A medida visa acelerar os esforços para vacinar os moradores da cidade. Casos também foram detectados na capital inglesa, Londres, e em Jerusalém, em Israel.

GRAVE E INCURÁVEL – Doença infectocontagiosa aguda grave, a poliomielite desencadeia um quadro severo de paralisia flácida, que começa repentinamente e promove um rápido déficit motor. Em geral, o paciente apresenta problemas motores em até três dias. A doença, que é incurável e deixa sequelas para o resto da vida, acomete, normalmente, os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, mas também pode levar a vítima à morte.

O contágio de adultos e crianças pode ocorrer pelo contato oral direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca de pessoas doentes. O jeito mais comum de contrair pólio é por meio de objetos e alimentos mal lavados e pelo consumo de água contaminada. Isto porque, após entrar no organismo, o vírus se multiplica no intestino e é expelido quando a pessoa vai ao banheiro. Mas a transmissão também pode se dar por gotículas que ficam suspensas no ar, quando um doente fala, tosse ou espirra.



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