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Saúde

Pelo menos 8 milhões de crianças deixarão de tomar dose contra pólio; campanha termina hoje (30)

30 de Setembro de 2022 | 10h 57
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A baixa cobertura vacinal preocupa as autoridades sanitárias

Pelo menos 8 milhões de crianças deixarão de tomar dose contra pólio; campanha termina hoje (30)
Foto: Reprodução/CNN Brasil

Com a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomiolite sendo encerrada nesta seta-feira (30), cerca de 8 milhões de crianças deixarão de tomar a dose do antígeno, única forma de se evitar a doença causadora da paralisia infantil, que é grave, incurável e deixa sequelas para o resto da vida. A situação preocupa não apenas as autoridades sanitárias nacionais, mas também os países vizinhos.

Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, concedida nesta quinta-feira (29), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, apontou que, até o momento, apenas 6,2 milhões de crianças, de um total de 15 milhões de menores de 5 anos de idade, foram vacinadas contra o poliovírus selvagem, um índice bem abaixo das expectativas do órgão, que previa a imunização de, pelo menos, 14,3 milhões de crianças, isto é, 95% do público-alvo.

No Brasil, a paralisia infantil é considerada erradicada desde a década de 1990, mas a não imunização massiva do público-alvo representa um sério risco de a doença voltar a se disseminar. “Ainda está muito aquém dessa meta e é necessário um empenho redobrado para trazermos essas crianças para a sala de vacinação. Essa doença foi erradicada no Brasil em 1994. E nós não queremos mais poliomielite”, frisou Queiroga.

Em função da iminente ameaça, o ministro fez questão de ressaltar que, mesmo após o fim da campanha, as vacinas contra a pólio continuarão disponíveis na rede pública de saúde. “É inaceitável que crianças sofram por doenças que são evitáveis por vacinas”, destacou o gestor, convocando a população a vacinar seus filhos.

Multivacinação Outras doenças, além da poliomielite, são alvos da campanha de imunização em vigor, que se estende, também, a outras faixas etárias. A multivacinação de crianças e de adolescentes de até 15 anos de idade tem por objetivo aumentar a cobertura vacinal no país. “O sarampo foi reintroduzido em 2019. Temos trabalhado fortemente para erradicar o sarampo no Brasil. A febre amarela também é motivo de preocupação”, assinalou o gestor.

Sobre o Monkeypox vírus, causador do atual surto de varíola, Marcelo Queiroga disse que 50 mil doses do imunizante contra a doença estão chegando ao país. A vacina será administrada em grupos populacionais específicos.



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