Um homem de 26 anos, que estava internado, desde 1º de agosto,
na capital paulista, morreu em decorrência da varíola dos macacos. O óbito foi
confirmado na manhã desta quarta-feira (12). É a primeira pessoa a morrer por
causa da doença, no estado de São Paulo.
De acordo com o Correio Braziliense, a Secretaria Estadual de
Saúde informou que o paciente estava hospitalizado no Instituto de Infectologia
Emílio Ribas e que tinha várias comorbidades. Segundo o órgão, ele fez
tratamento com antirretrovirais indicados para uso emergencial em pacientes
graves.
A pasta salientou, ainda, que São Paulo possui 3.861 casos
confirmados da doença. No entanto, vem registrando queda no número de doentes, nas
últimas semanas.
Por meio de nota, Secretaria de Saúde de SP reforçou que a doença
não é transmitida pelos macacos. “O
atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres
humanos. O vírus da Monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é
transmitido entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de
contato íntimo e sexual”, explicou.
formas
de Prevenção:
- Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham
lesões na pele;
- Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém doente;
- Higienizar as mãos com água e sabão ou uso de álcool em gel
a 70%;
- Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos,
objetos pessoais ou brinquedos sexuais;
- Usar máscaras faciais, protegendo-se contra gotículas e
saliva, entre casos confirmados e contactantes.
Sintomas
– O principal
sintoma da doença é o aparecimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas.
Estas ulcerações podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do
corpo, como mãos, pés, peito, genitais e ânus. Além disso, os infectados podem
apresentar caroços no pescoço, axilas e virilhas; febre; dor de cabeça; calafrios;
cansaço; e dores musculares.
VACINA – O primeiro lote de imunizantes contra
a varíola dos macacos chegou ao Brasil na última terça-feira (4). A vacina será
usada em pesquisas, sobretudo nas pessoas com maior risco para a doença.
Até ontem (11), o Brasil havia registrado 8.461 casos
confirmados e 4.736 suspeitos, segundo dados do Ministério da Saúde. O órgão
informou que a doença já matou seis pessoas no país, sendo três no Rio de
Janeiro, duas em Minas Gerais e uma em São Paulo.