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Saúde

Antiviral contra Covid-19 chega a clínicas e farmácias brasileiras, a partir desta semana

28 de Outubro de 2022 | 10h 28
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Antiviral contra Covid-19 chega a clínicas e farmácias brasileiras, a partir desta semana
Foto: Pixabay

Produzido pela farmacêutica MSD, o molnupiravir, antiviral contra a Covid-19 batizado comercialmente de Lagevrio, chega às farmácias e clínicas particulares brasileiras a partir desta semana.

O medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para uso emergencial, em maio. E está indicado para o tratamento de pacientes adultos que apresentam quadros leves ou moderados, com alta tendência a riscos de agravamento, mas ainda não hospitalizados e sem indicação de oxigenação suplementar.

Segundo o fabricante, o antiviral oral será distribuído a hospitais, clínicas oncológicas e farmácias que já manifestaram interesse na aquisição do fármaco. A venda requer prescrição médica e a estimativa é de que o tratamento custe ao consumidor, em média, R$ 1.700.

O remédio também foi avaliado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que estudou possíveis benefícios e impactos de sua inclusão no SUS.

De acordo com a agência de notícias Folhapress, em seu relatório, a equipe avaliadora da Conitec diz que o medicamento “provavelmente, reduz o risco de hospitalização ou morte em pacientes com Covid-19 leve à moderada e que apresentam risco de agravamento da doença”. Também que o “efeito absoluto é modesto e significativamente inferior ao de outro medicamento já incorporado para mesma indicação”.

Em um ensaio realizado no Reino Unido, com mais de 25 mil pessoas, dados preliminares apontam que o antiviral poderia acelerar o tempo de recuperação do paciente. NO entanto, não reduziria hospitalizações.

O relatório da Conitec está baseado em um ensaio clínico de fase 3, com 1.433 pacientes não vacinados e com, pelo menos, um fator de risco para agravamento da doença. Os participantes foram divididos em dois grupos, um que recebeu placebo e outro que recebeu 800 mg de molnupiravir duas vezes ao dia, por cinco dias. O risco de hospitalização ou morte no grupo molnupiravir foi de 6,8%, contra 9,7% no grupo placebo.

Ainda conforme a Folhapress, a equipe também menciona que a revisão sistemática, publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março, mostrou uma redução de 43 internações a cada mil pacientes tratados com molnupiravir. Isto comparado ao placebo, evidência que foi classificada como de certeza moderada. No caso da mortalidade, o molnupiravir evitaria seis mortes a cada mil pacientes, evidência classificada como de certeza baixa.

Para a análise econômica de incorporação ao SUS, a Conitec comparou o molnupiravir ao nirmatrelvir/ritonavir, medicamento recentemente incorporado ao sistema público de saúde para a mesma indicação. A conclusão foi que se trata de uma tecnologia que resultaria em maior custo e menor efetividade.

Em função disso, a Conitec recomendou a não incorporação ao SUS. O parecer poderá ser reavaliado, caso sejam apresentados fatores capazes de alterar o resultado da análise.

 



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