Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, quinta, 09 de julho de 2026

Saúde

Dois casos de leishmaniose registrados em Feira, este ano

08 de Novembro de 2022 | 13h 49
Ouvir a matéria:
Dois casos de leishmaniose registrados em Feira, este ano
Fotos: Divulgação/PMFS

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) identificou dois casos de leishmaniose visceral, entre janeiro e outubro de 2022, em Feira de Santana. Popularmente conhecida como calazar, a doença infecciosa não contagiosa é causada por parasitas que vivem e se multiplicam no interior das células do sistema de defesa do hospedeiro, e pode levar humanos e animais à morte.

De acordo com a enfermeira referência técnica do Programa Municipal de Leishmanioses, Thais Peixoto, os casos estão controlados, no município, mas a população deve continuar com os cuidados de prevenção da doença. “É de extrema importância estabelecer o diagnóstico diferencial, porque os sintomas da leishmaniose visceral são muito parecidos com os da malária, esquistossomose, doença de Chagas, febre tifóide”, afirma.

A profissional alerta, ainda, para a importância do diagnóstico precoce. Isto porque se não tratada no tempo correto, pode evoluir para morte, em mais de 90% dos casos confirmados. “A doença é caracterizada pelo aparecimento de febre de longa duração, perda de peso, perda ou diminuição da força física, fraqueza muscular, hepatoesplenomegalia –  aumento do tamanho do fígado e do baço – e anemia, dentre outros”, pontuou. 

O diagnóstico e tratamento da leishmaniose para os humanos estão disponíveis em todas as policlínicas e hospitais do município, gratuitamente.

AÇÕES DE COMBATE – As ações de vigilância epidemiológica para controle do vetor, em Feira de Santana, incluem: realização de pesquisa de vetores nas localidades com ocorrência dos casos humanos e caninos confirmados; controle químico (borrifação); exames sorológicos de cães para diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina (LVC); recolhimento dos cães positivos para LVC e realização de eutanásia, mesmo os que não apresentem sinais clínicos, mas apresentem positividade na sorologia.

PREVENÇÃO – Mantenha a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos. O mosquito-palha, inseto transmissor da doença, vive nas proximidades das residências, preferencialmente, em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Ataca nas primeiras horas do dia ou ao entardecer. Sendo assim, coloque telas nas janelas e sempre embale o lixo.

A SMS orienta, também, que as pessoas cuidem bem da saúde de seus cães. Eles podem transformar-se em reservatórios domésticos do parasita, que será transmitido a pessoas próximas e a outros animais, de forma não direta, mas por meio da picada do mosquito vetor da doença. Quando se alimenta  do sangue infectado de um hospedeiro, o mosquito-palha inocula a Leishmania em pessoas ou animais sadios, que desenvolvem a doença.



Saúde LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje