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Saúde

Morre paciente infectada com subvariante ômicron BQ.1 do coronavírus, em SP

09 de Novembro de 2022 | 14h 09
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Morre paciente infectada com subvariante ômicron BQ.1 do coronavírus, em SP
Foto: Shutterstock

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, nesta terça (8), a primeira morte de uma paciente infectada pela nova subvariante ômicron BQ.1 do coronavírus. A pasta informou tratar-se de uma mulher de 72 anos.

De acordo com a agência de notícias Folhapress, o órgão enfatizou que a mulher apresentava um quadro grave de Covid-19 e tinha doenças pregressas. "Ela estava acamada e tinha comorbidades. O que ainda não sabemos, e está em investigação, é o quadro vacinal", disse o secretário de saúde, Jean Gorinchteyn.

O gestor destacou, ainda, o importante papel da vacinação, incluindo as doses de reforço, na proteção contra a doença.

Também no estado de São Paulo, o segundo paciente confirmado com a subvariante é um homem de 61 anos. Ele passa bem e está em casa. Na noite da última segunda-feira (7), a Secretaria de Saúde confirmou a identificação dos primeiros dois casos de Covid-19 causados pela nova subvariante.

A sublinhagem do vírus está associada ao aumento recente de casos de Covid-19 na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, as primeiras ocorrências foram confirmadas no Amazonas, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.

O coronavírus apresenta comportamentos diferentes, a depender do local de ocorrência. Isto em função, por exemplo, de fatores demográficos e climáticos. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) de São Paulo está monitorando e acompanhando os casos, além de auxiliar nas investigações, em tempo real, de todas as Variante de Preocupação (VOC = Variant Of Concern), como a delta, a alpha, a beta, a gamma e a ômicron.

As medidas de combate à disseminação do vírus e ao agravamento dos quadros clínicos seguem sendo as mesmas orientadas no início da pandemia, em 2020: higienização das mãos (com água e sabão ou álcool em gel a 70%); e a vacinação contra a Covid. "A variante BQ.1 tem apresentado uma capacidade de transmissão que preocupa as autoridades de saúde de diferentes países. Essa variante tem sido relacionada ao aumento dos números de novos casos em diferentes regiões", disse Richard Steiner Salvato, coordenador da Vigilância Genômica no estado de São Paulo, à Folhapress.

Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), advertiu que a nova subvariante consegue fugir dos anticorpos, "tanto produzidos por quem se vacinou quanto pela infecção natural, o que aumenta a capacidade dela de causar infecção", destacou.

O médico enfatizou, também, que "a principal preocupação é em relação àquela parcela da população que está em atraso ou não fez as doses de reforço da vacina contra Covid-19”. Isto porque, segundo ele, estes indivíduos “estão mais suscetíveis a contrair a doença, mas também terem uma apresentação mais grave".  

Conforme a Folha, há uma infinidade de pessoas com as doses de reforço em atraso. Apenas no Rio Grande do Sul, são mais de 3 milhões. Além da necessidade de completar o esquema vacinal, a Secretaria de Saúde de São Paulo reforçou algumas medidas de controle, como a utilização de máscara e a realização de testes para confirmação do diagnóstico.



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