A partir desta sexta-feira (25), o uso de máscaras de
proteção facial volta a ser obrigatório em aviões, aeroportos, meios de
transporte e outros estabelecimentos localizados na área dos terminais. A decisão
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) visa reduzir o risco de
contágio de Covid-19. O órgão regulador expediu a determinação após o registro
do aumento expressivo de casos da doença, nas últimas semanas.
Conforme a Agência Brasil, segue mantida, desde 13 de maio, a
possibilidade dos serviços de bordo em voos nacionais. A norma da Anvisa prevê a
permissão da remoção da máscara para hidratação e alimentação no interior das
aeronaves e nas praças de alimentação ou áreas exclusivas para refeições nos
terminais e demais ambientes dos aeroportos.
Segundo a resolução aprovada pela Diretoria Colegiada da Anvisa,
as máscaras devem ser utilizadas ajustadas ao rosto, cobrindo o nariz, queixo e
boca. Com isto, minimizam-se os espaços que permitam a entrada ou saída do ar e
de gotículas respiratórias.
A normativa expedida pelo órgão proíbe a utilização de
máscaras de acrílico ou de plástico; máscaras dotadas de válvulas de expiração,
incluindo as N95 e PFF2; lenços, bandanas de tecido ou qualquer outro material
que não seja caracterizado como máscara de proteção de uso profissional ou de
uso não profissional; protetor facial (face shield) isoladamente; máscaras
de proteção de uso não profissional confeccionadas com apenas uma camada ou que
não observem os requisitos mínimos de fabricação, previstos na norma ABNT PR 1002.
Pessoas com transtorno do espectro autista, deficiência
intelectual, deficiências sensoriais e outras condições impeditivas do uso
adequado do item de proteção estão dispensadas da obrigatoriedade, bem como crianças
com menos de 3 anos.
A norma prevê, ainda, que, nos veículos de deslocamento
para embarque ou desembarque em área remota, viajantes e motoristas mantenham o
uso obrigatório e adequado das máscaras faciais.
Cenário
epidemiológico – Segundo
a Agência Brasil, para subsidiar a decisão, a Anvisa realizou uma reunião com
especialistas, para falar sobre o atual cenário epidemiológico da Covid-19 no
Brasil. Participaram representantes da Sociedade Brasileira de Infectologia,
Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Conselho Nacional de Secretarias
Municipais de Saúde, Fundação Oswaldo Cruz e Associação Brasileira de Saúde
Coletiva, além dos epidemiologistas Carla Domingues e Wanderson Oliveira. “Os
participantes da reunião ressaltaram que os dados epidemiológicos demandam o
retorno de medidas não farmacológicas de proteção, como o uso de máscaras,
principalmente no transporte público, aeroportos e ambientes
fechados/confinados”, observou a agência reguladora, na ocasião.
A entidade destacou, ainda, que o uso das máscaras estava
previsto como recomendação desde o último mês de agosto, principalmente para
pessoas com sintomas gripais e para o público mais vulnerável, a exemplo de
pacientes imunossuprimidos, gestantes e idosos.
Além dos dados epidemiológicos, o comportamento com
características de sazonalidade da pandemia também foi considerado. “Nos
últimos anos, observou-se, no Brasil, o aumento da transmissão do vírus
no período de novembro a janeiro, quadro que pode ser agravado
pelo maior fluxo esperado de viajantes, que se deslocam pelos aeroportos para
as férias escolares e festas de fim de ano”, afirmou o órgão.
A Anvisa também lembrou que atua dentro de suas competências legais, “adaptando as regras atuais de forma proporcional ao risco para a saúde da população”. E ressaltou que continuará atenta, “avaliando e acompanhando os dados epidemiológicos, a fim de que as medidas possam ser revisitadas sempre que necessário, visando ao cumprimento de sua missão na proteção da saúde das pessoas”.