Feira de Santana registrou uma redução de 8% nos casos de
hanseníase, em 2022. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no
ano passado, foram identificadas 68 ocorrências, contra 74 exames positivos em
2021. Os idosos foram os mais acometidos pela doença, nos referidos períodos.
Também conhecida como lepra, a hanseníase é uma doença
crônica, causada pela bactéria Mycobacterium
leprae. A transmissão ocorre por meio das vias aéreas superiores, através do
contato com gotículas de saliva, durante convivência muito próxima e prolongada
com doentes que se encontram na fase transmissora.
Atualmente, 69 pessoas estão em tratamento na Rede Municipal
de Saúde de Feira de Santana, que possui ambulatório especializado. O setor de
hanseníase está localizado no Centro de Referência Dr. Leone Coelho Lêda (CSE).
Os pacientes são atendidos por uma equipe multidisciplinar, composta por
enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionista, dermatologistas e assistente
social.
De acordo com a coordenadora do Programa de Hanseníase, os
principais sintomas da doença, que começa com o surgimento de manchas de coloração
clara ou avermelhada na pele, são: sensação de formigamento nas extremidades da
lesão, caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força
muscular. “Ao sentir os sintomas, é preciso procurar uma unidade de saúde. Caso
o paciente não tenha cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisa ir
até o CSE, com o encaminhamento que o médico particular solicitou. O
diagnóstico precoce é a melhor maneira de evitar a ocorrência de sequelas
graves”, destaca.
Para sensibilizar a população, o mês em curso foi denominado Janeiro Roxo e dedicado à conscientização e prevenção da hanseníase. A Secretaria Municipal de Saúde promoverá a campanha entres os dias 25 e 30. Na ocasião, serão realizadas palestras, com médico, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta, a fim de esclarecer dúvidas sobre a doença e reduzir a estigmatização social.