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Saúde

Paciente é diagnosticado com doença priônica, em FSA; quadro clínico é grave e incurável

23 de Fevereiro de 2023 | 17h 51
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Segundo hospital, a doença não está relacionada ao consumo de carne vermelha

Paciente é diagnosticado com doença priônica, em FSA; quadro clínico é grave e incurável
Foto: Divulgação/Sesab

Falta de coordenação para caminhar, alteração comportamental e de memória, alterações visuais, movimentos anormais e crises convulsivas. Estes são os sintomas apresentados por um homem de 59 anos que está internado no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana. O paciente foi diagnosticado com a Doença de Creutzfeldt-Jacob (DCJ).

A enfermidade priônica, isto é, causada por uma proteína infecciosa, afeta uma em cada milhão de pessoas, é degenerativa, intratável, de rápida progressão e fatal. Não tem comorbidades e apresenta um quadro clínico grave e raro.

De acordo com a Assessoria de Comunicação (Ascom) do Hospital Clériston Andrade, a doença não guarda relação com a ingestão de carne vermelha e não é contagiosa.

Segundo o portal g1 BA, o paciente deu entrada na unidade de saúde no dia 20 de janeiro, apresentando os sintomas característicos. A confirmação, porém, só foi dada esta semana, após a realização de diversos exames complementares, como ressonância magnética de crânio, eletroencefalograma e estudo do liquor, fluido aquoso e incolor que ocupa o espaço subaracnóideo e as cavidades ventriculares, para a proteção mecânica do sistema nervoso central.

O hospital detalhou que a DCJ é causada pela alteração da proteína priônica, que leva à formação de agregados insolúveis que afetam o cérebro, ocasionando degeneração neuronal.

Conforme Renata Nunes, coordenadora do serviço de neurologia do HGCA, a forma esporádica da doença é a mais comum. "As outras formas incluem a hereditária, a iatrogênica (transmitida por alguns procedimentos neurocirúrgicos com material contaminado) e a variante bovina, que é a 'Doença da Vaca Louca'”, informou.

Por meio de nota, a médica salientou, ainda, que “independentemente da causa, a evolução clínica é muito semelhante, com rápida progressão da patologia e sem opções terapêuticas disponíveis”.

O tratamento, diz a profissional, consistem apenas em aliviar os sintomas, já que a enfermidade não tem cura. A assessoria do HGCA enfatizou, também, que a equipe médica trabalha a fim de garantir o melhor atendimento ao paciente, oferecendo cuidados paliativos e apoio emocional a ele e aos seus familiares.



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