O Comitê de Enfrentamento e Ações de Combate à Cólera de
Feira de Santana realizou uma reunião de trabalho, na manhã desta sexta-feira
(24), para articular as ações de rastreamento e controle da doença bacteriana
infecciosa intestinal aguda, após amostras de água contaminada terem sido detectadas
em manancial da cidade. A enfermidade está ligada a condições precárias de
saneamento básico de higiene.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) designou unidades de
referência para o atendimento de casos de doenças diarreicas e suspeitos de
cólera. São elas: as sete policlínicas municipais, as duas Unidades de Pronto
Atendimento (UPAs) e mais seis Unidades de Saúde da Família (USFs) vinculadas
ao programa Saúde na Hora. Esta última funciona, das 8h às 21h, de segunda a
sexta-feira.
Todos os profissionais da Rede Municipal de Saúde serão
capacitados para oferecer o atendimento adequado e todo o processo de
triagem e investigação de casos de cólera.
O Centro Municipal de Controle de Zoonoses (CCZ) realizará a
investigação e rastreamento de animais que se alimentam e bebem a água da Lagoa
do Geladinho, situada no Parque Radialista Erivaldo Cerqueira, onde o vibrião
colérico foi identificado.
Segundo a Prefeitura Municipal de Feira de Santana, a
estratégia visa evitar a transmissão de doenças zoonóticas causadas por vírus,
bactérias, parasitas e fungos aos seres humanos.
Equipes da SMS, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente
(Semmam), do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs)
e da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), com o auxílio de
pesquisadores da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), vão
intensificar as coletas de amostras em pontos estratégicos.
Nesta quinta-feira (23), a Secretaria Municipal de Saúde enviou
novas amostras de água coletadas nas proximidades do Rio Jacuípe e nos riachos
da Lagoa do Geladinho e Cipriano Barbosa, localizados no bairro Feira IV,
para serem analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado da
Bahia (Lacen).