A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu
autorização para o início do ensaio clínico da fase III da vacina tetravalente
contra a influenza. O imunizante é produzido pelo Instituto Butantan. Segundo o
órgão regulador, o objetivo do estudo é “avaliar a segurança, imunogenicidade e
consistência de resposta imune nos lotes da vacina”.
A Anvisa havia autorizado a realização do ensaio clínico
referente à versão inicial do protocolo clínico da vacina em 2019, mas os testes
tiveram que ser adiados para 2021, em função da pandemia de covid-19. De acordo
com a Agência Brasil, no ano passado, o Butantan comunicou a interrupção do
estudo, antes de ter completado o número de participantes
necessários.
A vacina trivalente contra a influenza do Instituto Butantan
é utilizada nas campanhas do Programa Nacional de Imunização (PNI) do
Ministério da Saúde (MS). A dose é composta pelo vírus influenza fragmentado e
inativado, contendo a cepa A (H1N1), a cepa A (H3N2) e a cepa B (linhagem
Victoria e Yamagata).
A Anvisa explica que o processo de produção da vacina
tetravalente é semelhante ao da trivalente. Todavia, enquanto uma das vacinas
trivalentes contém o vírus B (linhagem Yamagata – TIV-Y-IB) e a outra, o vírus
influenza B (linhagem Victoria – TIV-V-IB), a tetravalente possui as duas cepas
da linhagem B na mesma formulação.
Com isso, o órgão diz que espera “obter uma vacina análoga à
trivalente, mas com proteção adicional contra uma segunda cepa B,
determinada sazonalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”. E que “a
adição da segunda cepa B de influenza (quarta cepa na vacina)
ocorreu na transição da vacina sazonal bivalente para a trivalente, após a
pandemia de influenza H1N1”.