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Saúde

Após Lacen diagnosticar 9 casos de raiva em morcegos, Sesab emite alerta epidemiológico

23 de Março de 2023 | 10h 45
Após Lacen diagnosticar 9 casos de raiva em morcegos, Sesab emite alerta epidemiológico
Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) emitiu um alerta epidemiológico, informando a necessidade de intensificação da vigilância da raiva. Isto porque o Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA) diagnosticou nove casos da doença em morcegos, somente este ano.

De acordo com o g1 BA, a pasta informou que os casos foram registrados entre 1° de janeiro e 16 de março, nas cidades de Dias D'Ávila, Camaçari e Catu, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Apesar de os animais não se alimentarem de sangue, eles podem transmitir a raia a seres humanos e a animais domésticos, em caso de mordidas acidentais. Assim, para evitar o contágio, é preciso manter distância destes e de outros animais silvestres, além de atualizar a vacina antirrábica em gatos, cachorros e outros pets.

A Bahia não registra casos de hidrofobia humana desde 2017. Segundo o g1, o último óbito pela doença ocorreu depois que um morador da zona rural de Paramirim, no sudoeste do estado, foi mordido por um morcego. O homem tinha 46 anos e ficou doente quando, ao ordenhar uma vaca, pisou, acidentalmente, em um morcego. O animal reagiu com uma mordida e o contagiou com o vírus. Antes desta ocorrência, apenas um caso de morte por raiva havia sido registrado, em 2004.

PREVENÇÃO – Apesar do alerta, a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Vânia Rebouças, disse que não há motivo para alarde, já que o comunicado encaminhado aos municípios foi realizado como estratégia preventiva. "O que as pessoas precisam entender é que não existe motivo algum para alarde. Não temos nenhum caso suspeito de raiva humana e os morcegos encontrados são do tipo não hematófagos, ou seja, que não se alimentam de sangue. O mais importante, nesse momento, é manter a atenção e possível distanciamento de animais silvestres e atualizar a vacinação antirrábica de animais domésticos. Para barrar essa cadeia de transmissão, precisamos evitar o contato com animais potencialmente contaminados", explicou.

Vânia Rebouças recomendou, ainda, que os municípios reforcem as orientações de prevenção, realizando o monitoramento das áreas citadas.

É preciso entender que os morcegos são animais de extrema importância para a natureza. Isto por serem considerados os maiores reflorestadores naturais do planeta. Além disso, são excelentes controladores de pragas agrícolas e vetores de doenças, já que são exímios predadores de um vasto número de animais danosos à vida humana.

Também vale reforçar que os morcegos não são potencialmente perigosos para os seres humanos, inclusive quando estão voando livremente, o que costuma ocorrer no período da noite. Eles não oferecem riscos, nesta situação, desde que não sejam tocados.

A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) informou que a vacina contra a raiva humana está disponível nos postos de saúde. No entanto, o imunizante é aplicado, apenas, em pessoas mordidas por animais silvestres ou domésticos que não tomaram a versão veterinária do antígeno. O órgão explica que a antirrábica não é uma vacina que possa ser tomada a qualquer momento da vida.

OrientaçõesAinda conforme o g1, a Vigilância em Zoonoses alerta a população que, em casos de acidentes com animais domésticos e silvestres, especialmente morcegos, é preciso procurar uma unidade de saúde o mais breve possível, a fim de realizar uma avaliação e a profilaxia de raiva adequada para o caso.

Outra recomendação é que, ao se deparar com um morcego morto, caído ou encontrado em horário e local não habituais – pousado em local claro, durante o dia, por exemplo –, a pessoa deve:

- entrar em contato com a unidade de zoonoses, através do telefone 0800 284 0011, a fim de que seja feito o recolhimento do animal;

- evitar contato físico com o morcego, para minimizar o risco de acidente, isolando-o com panos, caixas de papel ou baldes; também é possível manter o animal em ambiente fechado e aguardar a captura por pessoas capacitadas.

- informar à diretoria de Vigilância em Zoonoses se cães ou gatos da residência ou do local de trabalho tiverem contato com morcegos;

- manter cães e gatos (maiores de 3 meses) com a vacinação antirrábica em dia (uma vez ao ano).

 

A raiva é uma infecção viral aguda grave e letal em quase 100% dos casos. Apenas a vacina é capaz de prevenir a doença em animais domésticos e de evitar que a doença se desenvolva em humanos.

 



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