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Saúde

Baixa adesão à vacina bivalente contra Covid-19 preocupa autoridades sanitárias na Bahia; menos de 10% do público-alvo se imunizou

11 de Abril de 2023 | 09h 38
Baixa adesão à vacina bivalente contra Covid-19 preocupa autoridades sanitárias na Bahia; menos de 10% do público-alvo se imunizou
Foto: Jefferson Peixoto/Secom

A baixa adesão à vacina bivalente contra Covid-19 é um fator de preocupação para as autoridades sanitárias baianas. De acordo com dados divulgados, nesta segunda-feira (10), pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), até o momento, menos de 10% do público-alvo se imunizou contra a doença.

Das 4.091.026 de pessoas que podem se vacinar, apenas 332.194 já receberam a vacina bivalente. Estão aptos a tomar a dose:

 

- Idosos a partir de 60 anos;

- Pessoas a partir dos 12 anos com comorbidades ou imunocomprometidas;

- Indígenas, ribeirinhos e quilombolas;

- Trabalhadores da saúde;

- Gestantes e puérperas;

- Pessoas assistidas em instituições de longa permanência a partir dos 12 anos;

- Trabalhadores de instituições de longa permanência;

- Pessoas com deficiência permanente;

- Trabalhadores do sistema prisional;

- População provada de liberdade;

- Adolescentes sob medidas socioeducativas.

 

Segundo o g1 BA, com a baixa adesão, o Estado vem trabalhando em conjunto com as secretarias municipais, a fim de desenvolver estratégias para atingir o público-alvo.

Pessoas com comorbidades, por exemplo, foram desobrigadas, pelo Ministério da Saúde, da exigência da comprovação de doenças pregressas, sendo suficiente a autodeclaração. "Para se declarar, a pessoa deve se dirigir a uma unidade de saúde, informando qual é a comorbidade. Podem ser pessoas com diabetes, com problemas no coração, com doenças renais crônicas, e, também, lembrar que, além das ações que a gente tem feito nas salas de vacina, os municípios também têm colocado estratégias de vacinação em pontos específicos. Não precisa levar exames e relatórios", explica a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Vânia Rebouças.

A baixa procura pela vacina também preocupa pela validade do produto. Há mais de 100 mil doses da bivalente com vencimento próximo. "A gente distribuiu a primeira remessa, para iniciar a estratégia no dia 27 de fevereiro, no dia 23 de fevereiro. E essas vacinas, uma vez que a gente retira do ultrafreezer, só valem por 10 semanas. Então, a primeira remessa de doses distribuídas só têm validade até 4 de maio, e ainda temos desse lote mais de 100 mil doses que ainda não foram aplicadas", observa.


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