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Saúde

CFM proíbe prescrição médica de 'chip da beleza' e terapias hormonais com fins estéticos

11 de Abril de 2023 | 09h 55
CFM proíbe prescrição médica de 'chip da beleza' e terapias hormonais com fins estéticos
Foto: Reprodução/UOL

O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu pela proibição da prescrição médica de terapias hormonais com esteroides androgênicos e anabolizantes (EAA) com finalidade estética, para ganho de massa muscular ou melhora do desempenho esportivo, seja para atletas amadores ou profissionais. De acordo com o Bahia Notícias, a resolução que formaliza a medida foi publicada na edição desta terça-feira (11) do Diário Oficial da União (DOU).

Segundo a entidade médica, a decisão foi tomada considerando a inexistência de comprovação científica suficiente para sustentar a tese do benefício de tais produtos e, também, a segurança dos pacientes. “O uso indiscriminado de terapias hormonais com EAA, incluindo a gestrinona, com objetivos estéticos ou para o ganho de desempenho esportivo, é, hoje, uma preocupação crescente na medicina e para a saúde pública, uma vez que, de acordo com as mais recentes evidências científicas, não existem benefícios notórios que justifiquem o aumento exponencial do risco de danos possivelmente permanentes ao corpo humano em diferentes órgãos e sistemas com sua utilização”, adverte a relatora e conselheira federal Annelise Menegusso.

O CFM chamou a atenção, ainda, para os riscos potenciais do uso de doses inadequadas de hormônios e para a possibilidade de efeitos colaterais danosos mesmo com o uso de doses terapêuticas, especialmente em casos de deficiência hormonal não diagnosticada apropriadamente, seguindo diretrizes e recomendações em vigor.

O órgão enumerou como efeitos adversos possíveis de ocorrer: problemas cardiovasculares, incluindo hipertrofia cardíaca; hipertensão arterial sistêmica; infarto agudo do miocárdio; aterosclerose; estado de hipercoagulabilidade; aumento da trombogênese e vasoespasmo; doenças hepáticas como hepatite medicamentosa; insuficiência hepática aguda e carcinoma hepatocelular; transtornos mentais e de comportamento, incluindo depressão e dependência; além de distúrbios endócrinos, como infertilidade, disfunção erétil e diminuição da libido.



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